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Ar Condicionado – O PREÇO JUSTO

Como avaliar qual é o preço justo de uma instalação de ar condicionado?

A famosa frase ” O barato sai caro” não é verdade.  O barato é barato e o caro é sempre caro.

Na formação do preço o que deve ser levado em conta é o nível de exigências  do conjunto (temperatura, umidade, velocidade do ar, nível de ruído e qualidade do ar) + qualidade do projeto, procedência dos materiais e equipamentos, qualidade da instalação, facilidades de manutenção, consumo de energia, custo operacional e custo acumulado em toda vida útil do sistema.

Como em qualquer disciplina existem os curiosos, os “entendidos” e os especialistas. Infelizmente as referências que temos vem quase sempre dos “entendidos”.

QUALIDADE DO AR

Só podemos ficar 3 (três) dias sem água. Nosso corpo tem cerca de 42 litros de água. Se perder entre 15% e 25% disso, as células murcham e o sangue fica viscoso, dificultando o trabalho do coração.
Resultado: tonteiras, fadiga, inconsciência e, no fim, morte.

Só podemos ficar 3 três minutos sem respirar. Sem oxigênio os neurônios são os primeiros a sentir os efeitos. Depois que um neurônio morre não se recupera nem se ganha um substituto.
Resultado: a morte cerebral é irreversível ou o coração pode sofrer lesões e infartos.

Mas aqui não estamos falando de faltar oxigênio e sim de respirar um ar melhor (sem excessos de gases, CO2, compostos orgânicos voláteis, poeira, fuligem, fumaça, pólen, fungos, bactérias, vírus, micro-organismos, contaminantes químicos, odores entre outros). Estes componentes nunca estão nas proporções corretas e as discrepâncias podem ser muito prejudiciais.

Os ambientes com ar condicionado chegam a ter uma qualidade do ar até pior do que o ar externo local. O objetivo de uma instalação de ar condicionado para conforto, é conseguir obter uma condição ambiente e satisfação do usuário, respeitando no mínimo as normas e legislação vigente.

Entende-se aqui por conforto não só a temperatura do ar ambiente mas a acústica, iluminação, umidade pureza e velocidade do ar, tipo de vestuário, atividade física, saúde, sexo, idade e tempo de permanência.

Com um sistema de ar condicionado pode-se atingir uma condição ideal do ambiente porém é impossível obter-se uma condição de conforto para todas as pessoas neste mesmo ambiente.

Assim, podemos dividir:

  • Condições rígidas em ambientes com necessidades específicas (centros cirúrgicos, salas limpas, processos industriais etc.)
  • Condição efetiva de conforto que atende a maioria das pessoas.

O mínimo que se espera é respirar um ar livre de contaminantes externos e/ou de contaminantes produzidos pelas próprias pessoas (CO, vírus, bactérias, micro-organismos).

TAXA DE AR EXTERNO

A pessoas imaginam que um aparelho de ar condicionado “captura” o ar externo, o resfria e o insufla no ambiente para manter a temperatura desejada. A grande maioria nunca ouviu falar de taxa de ar externo.

A taxa de ar externo é a quantidade de ar (de preferência tratado) que deve ser admitida em um ambiente, para diluir os elementos nocivos à saúde dos ocupantes e manter o nível de pureza dentro de faixas aceitáveis.

Atualmente encontramos muitas instalações onde sequer existe uma TAE (Tomada de Ar Exterior)

Sistemas centrais ou instalações bem feitas possuem tomadas de ar exterior.

Este ar pode ser tratado e enviado diretamente no ambiente ou misturado ao ar que retorna vai para o condicionador e daí para o ambiente. Em certos momentos. pode-se até mesmo condicionar o ambiente somente com o ar exterior.

Equipamentos do tipo split system fazem o ar do ambiente passar pela serpentina resfriada e recirculam este mesmo ar de volta. Este ciclo abaixa a temperatura e a umidade e dá uma sensação de conforto, porém a recirculação do mesmo ar sem renovação é extremamente nociva à saúde.

Existem lei e normas  bem claras a serem cumpridas quanto a taxa de renovação necessária para cada uso e aplicação.

Por sorte, os ambientes normalmente não são estanques e recebem um pouco de ar externo por frestas existentes nas janelas ou abertura de portas. Mas esta vazão de ar é sempre muito aquém da necessária para diluir os poluentes.

Este artigo não pretende ensinar métodos de cálculo nem quais as normas a serem cumpridas. Este assunto é para os especialistas, que deveriam ser chamados sempre que houver a necessidade de utilizar um sistema de ar condicionado.

O leigo, que desembolsa altas somas para ter um ar condicionado, muitas vezes nem imagina que aquela instalação pode ser nociva aos ocupantes, a si mesmo ou a seus entes queridos.

No mínimo, de uma forma muito simples, pelo menos para evitar o “ar viciado”, deveria ser instalado um sistema de insuflamento e/ou exaustão para trabalhar simultaneamente com o sistema de ar condicionado.

SISTEMA

Os projetistas, fabricantes dos equipamentos e instaladores, atendem o mercado de acordo com as espectativas dos compradores. Mas, nem sempre existe um projeto para nortear o comprador. Quando existe, deveria constar destacadamente soluções para admissão de ar externo filtrado e/ou extração do ar viciado do ambiente, bem como, no memorial descritivo, elencar as Normas e Leis aplicáveis em cada caso.

Estas soluções não encareceriam o projeto e a responsabilidade do não cumprimento das Normas e Leis seria do cliente, que desta feita não poderia alegar desconhecimento, pois recebeu e pagou por um projeto detalhado.

Como o cliente nem sempre tem o conhecimento suficiente para avaliar se o projeto está sendo executado corretamente, o próprio projetista pode ser contratado para analisar as propostas e fiscalizar a execução das instalações.

Aliás, cabe aqui definir quem é o cliente.

FALTA DE PROJETO

As instalações de pequeno porte, de uso unifamiliar ou simplesmente compostas de vários aparelhos individuais, normalmente são dimensionadas por vendedores de máquinas, pequenas empresas ou profissionais autônomos com base em metros quadrados a serem condicionados e número de pessoas, a os instaladores se limitam a reunir e fixar todos os componentes.

Mesmo as instalações de maior porte com este tipo de equipamento carecem de tomadas de ar externo ou exaustão.

Invariavelmente quase nunca será instalado um sistema que ar exterior e o usuário final sempre será o prejudicado.

COMPRADOR

Leigo

Não sabe o que deve comprar. (se baseia nas informações do lojista ou de amigos)

Usuário Normal

Pode não ter elementos para saber o que está comprando e decide pela marca ou pelo preço

Intermediário

Normalmente sabe o que está comprando, paga um sistema completo ou deixa uma infraestrutura para terceiros completarem posteriormente. Neste caso não vai arcar com o custo todo e não sabe quem será o usuário final.

Faz um investimento inicial menor e não vai utilizar o que está pagando.

Usuário Consciente

Deveria contratar um projetista que certamente vai fazer constar no projeto as necessidades básicas do sistema a ser instalado, com as taxas de admissão de ar novo e obedecer todas as normas e leis aplicáveis.

AVALIAÇÃO DO PREÇO JUSTO

O preço inicial do ar condicionado não representa o custo.

Conforme o sistema adotado, o número de horas por dia de utilização, a frequência das manutenções, as tarifas de energia, a vida útil dos equipamentos e muitos outro fatores  é que vão determinar o custo do ar condicionado.

Considerando-se ainda que o custo de um projeto representa um percentual pequeno em relação à instalação e esta um percentual muito menor em relação ao custo total do empreendimento, não se justifica economizar no projeto, em prejuízo da qualidade.

Um bom projeto pode determinar um custo muito menor, ao longo do tempo. Mas nem sempre quem contrata o projeto não é o usuário final e os projetistas ficam a mercê dos contratante, que aviltam os preços visando o lucro imediato.

Sendo assim, antes de instalar seu ar condicionado, consulte um especialista.

E lembre-se, uma consulta tem um valor e este pode levar ao preço justo.

Por Engº Sidney E. Cupolo

Consultor e titular da empresa
SEC – Associados

Benefícios do Teto Radiante aplicado em Hospitais

Sistema de condicionamento de ar com Teto Radiante

Trata-se de condicionar o ar através de painéis radiantes instalados no forro (gesso ou metálico) resfriados por circuitos de água gelada.

Não existem peças móveis, serpentinas aletadas, ventiladores, bandejas de recolhimento de água.

A radiação desse forro somada a uma quantidade de ar tratado admitido no ambiente, garantem a pureza, temperatura e umidade deste.

Inúmeros são os benefícios aplicados em Hospitais.
A seguir descrevemos alguns:

1) Higienização

Sistema convencional com F&C (fan&coil)

O sistema convencional é constituído por uma pequena unidade fan&coil – motor, ventilador e serpentina + bandeja para captação da água condensada nas aletas da serpentina, válvulas e registros.

Para a higienização do conjunto, seriam necessárias de 6 a 8 horas para remoção da unidade (desacoplamento hidráulico nem sempre possível, desacoplamento elétrico e de controles, desacoplamento da saída de ar), remoção do ambiente e lavagem severa da serpentina  e bandeja com produtos químicos adequados, substituição dos filtros de ar e limpeza de filtro “Y” da hidráulica quando houver.

Reinstalação e testes de todo conjunto.

Sistema com Teto radiante

Para a higienização do teto radiante são necessários trinta minutos para limpeza com esponja embebida em produto químico adequado nas placas lisas e sem reentrâncias de teto radiante.

2) Percurso de microorganismos podem transmitir  infecções.

A velocidade do ar no sistema convencional gira em torno de 1 a 1,5 m/s , no teto radiante é 0,2 m/s sendo assim o percurso  fica em torno de 80% menor

3) Conforto térmico

Perda de calor do corpo humano: em média 100w (ou 100 joules/s)

Em sistemas convencionais a perda é de 35 w por radiação, 40 w por convecção e 25 w por evaporação.

Em sistemas radiantes , como a movimentação de ar é baixa a perda por radiação é de 50 w  (30 w por convecção e 20 w pela evaporação), ou seja o corpo perde menos água.

A temperatura do ambiente é homogênea não havendo predominância de áreas mais frias ou mais quentes como nos sistemas  convencionais.

O sistema radiante  apresenta maior conforto e ambiente mais salutar.

Principalmente em áreas de convalescentes de ” queimados” pois a velocidade do ar sobre o paciente ( perpendicular ao leito) é de 0,2 m/s .

Nos sistemas convencionais a velocidade do jato sobre o paciente está entre 0,7 e 0,9 m/s.

4) Conforto acústico

Sistema de radiação: nível sonoro de 30 a 35 dbA

Sistema convencional: nível sonoro de 40 a 45 dbA

5) Recirculação do ar eventualmente contaminado.

Em sistemas convencionais em quartos de convalescentes, a vazão insuflada  gira em torno de 300 m³/h , dos quais 100m³/h de ar externo são obrigatórios, ou seja quase 70 % retorna para a unidade fan&coil com as impurezas geradas no ambiente contaminando a unidade e consequentemente o ar que passa por ela e volta ao ambiente.

Em sistemas de radiação injeta-se somente o ar externo expurgando-o totalmente, ou seja não há recirculação de ar eventualmente contaminado.

6) Energia elétrica

Em pré cálculo para 96 leitos, o total de carga elétrica do sistema convencional indicou 16 kw, caindo para 6 kw no sistema radiante , ou seja redução de 38 %.

Autor: Eng° Alexandre Alberico
FEI – 1975
CEBETEC – Sistemas Planejados-1989

Reciprocidade e “soma não zero”: a simulação

Em 1980, um cientista chamado Robert Axelrod resolveu modelar conflitos de interesse dos tipos que vimos em posts anteriores.

Ele imaginou encontros em que dois indivíduos poderiam adotar atitudes “soma zero” ou “não zero”, escolhendo entre cooperar ou tentar explorar o outro de alguma forma. Axelrod notou que os grandes conflitos “interesse individual X interesse coletivo” da vida em sociedade (mesmo os que envolvem grupos grandes de pessoas), poderiam ser simulados por meio de encontros entre dois indivíduos. Nesses encontros três situações seriam possíveis:
Nenhuma tenta se “dar bem” às custas da outra (ambas “cooperam”);
Ambas tentam “se dar bem” às custas uma da outra – elas traem uma à outra (“defect”, em inglês).
Uma coopera e a outra trai.

Ele atribuiu pontos a cada forma de agir e convidou vários pesquisadores a apresentarem programas com estratégias que seriam usadas em encontros com os programas dos demais participantes. Os pontos foram atribuídos assim:

– Se eu traio e você coopera, eu ganho $500 e você é multado em $100;

– Se eu coopero e você trai, você ganha $500 e eu sou multado em $100;

– Se ambos cooperamos, nós dois ganhamos $300 cada;

– Se ambos traímos ambos somos multados em $10.

Note que há um apelo extra à ambição – a cada encontro, o ganho por trair é maior que o ganho por cooperar; a tentação para trapacear é grande.

Cada encontro de programas era análogo a um lance de jogo de xadrez em que cada jogador faz um movimento considerando o que o oponente fizera antes. Venceria o programa que acumulasse mais pontos depois de se confrontar duzentas vezes seguidas com cada outro programa presente no torneio.

Qualquer tipo de estratégia poderia ser representada na competição; por exemplo, uma estratégia “generosa” que sempre perdoasse as traições do outro. Uma “cínica” que perdoasse traições até certo encontro (até o centésimo encontro, digamos) fingindo ser boazinha e, depois, traísse sistematicamente até o último encontro. Uma que sempre traísse. Uma que só cooperasse, independentemente do que o outro fizesse. Uma que traísse e cooperasse alternadamente na sequência dos vários encontros. Enfim, as possibilidades eram infinitas.

Qual estratégia acumulou mais pontos? Qual o comportamento “vencedor”?

De todos os programas inscritos alguns representavam estratégias muito complexas, mas o vencedor, para surpresa geral, foi um que adotava um comportamento muito simples chamado de TFT  “Tit for Tat”- em tradução livre, “olho por olho”.

“Tit for Tat” foi implementada por um software de apenas quatro linhas. Ela sempre começa cooperando e depois faz exatamente o que o oponente tiver feito no encontro anterior: trai se tiver sido traída, coopera caso tenha obtido cooperação.

Depois que apareceu como vencedora TFT foi desafiada e venceu mesmo em torneios em que os demais competidores apresentaram programas desenhados especificamente para batê-la. A regra vencedora que emergiu significa simplesmente: “eu dou na medida do que recebo”- faço com você o que você tiver feito comigo.

Repare que TFT vence sem derrotar ninguém, ela apenas retribui na mesma moeda, portanto, o máximo que consegue é empatar cada lance com o lance anterior do oponente. Ela ganha o torneio porque acumula mais pontos em sequencias de encontros. TFT é a estratégia que se dá melhor ao longo do tempo contra todas as demais possíveis estratégias e ganha o campeonato sem vencer nenhum jogo, só empatando.

Isso não é possível no mundo do futebol, volley, xadrez ou tênis, porque esses jogos são soma zero por definição. Mas as interações sociais não tem que ser “soma zero”, ao contrário. No jogo da convivência social, a melhor estratégia é a que nunca tenta levar vantagem, o empate é bom sempre.

A simulação experimental de Axelrod é considerada até hoje um dos trabalhos científicos mais profundos do século XX. A vitória de TFT foi uma enorme surpresa, e motivou uma infinidade de novos estudos e pesquisas. O próprio Axelrod mostrou que TFT é robusta mesmo quando os agentes envolvidos não são conscientes (bichos), e que é extremamente difícil que um traidor (um tipo “soma zero”) que entre num grupo em que todos pratiquem TFT consiga se dar bem. Ou seja, um grupo que pratique TFT expulsa os metidos a malandros que buscam se dar bem traindo o grupo.

Reciprocidade é a chave para um ambiente em que todos ganham! Sem reciprocidade, mesmo as melhores iniciativas se corrompem. Quando existe, a reciprocidade enquadra egoísmos individuais e a organização/empresa/país pode prosperar. Ideias que dão certo só podem surgir e se entranhar em ambientes em que a reciprocidade seja a norma!

Fonte: Inovatrix – Inovação na prática

Legislação – Análise retrospectiva

1) LEI 6437 DE 20 DE AGOSTO DE 1977

CONFIGURA INFRAÇÕES À LEGISLAÇÃO SANITÁRIA FEDERAL, ESTABELECE AS SANÇÕES RESPECTIVAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

Art. 10 – São Infrações Sanitárias  

Item II – Construir, instalar ou fazer funcionar hospitais ………………….   “contrariando normas legais e regulamentos pertinentes:

Pena: advertência, interdição, cancelamento da licença e / ou multa”.

Item XXIX – Transgredir outras normas legais e regulamentos destinados à proteção da saúde:

Pena: Advertência ………interdição parcial ou total do estabelecimento ………..

2)– LEI 6514 DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977

 ALTERA O CAPÍTULO V DO TÌTULO II DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO, RELATIVO À SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

 Seção VIII – Do Conforto Térmico

Art. 176 – Os locais de trabalho deverão ter ventilação natural, compatível com o serviço realizado.

 Parágrafo Único – A ventilação artificial será obrigatória sempre que a natural não preencha as condições de conforto térmico.

Seção XV – Das Outras Medidas Especiais de Proteção

Item IV do Art. 200 – Proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contra-fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalização.

3)NORMA ABNT NB 10 DE 06 DE JUNHO DE 1978  

 INSTALAÇÕES CENTRAIS DE AR CONDICIONADO PARA CONFORTO

PARÂMETROS BÁSICOS DE PROJETO

Capítulo 2 – Condições a serem estabelecidas para os recintos

Itens 2.1 a  2,2 – Temperatura, Umidade, Movimentação, Grau de Pureza, Nível de ruído, Porcentagem ou Volume de Renovação  do  AR.

 4) – PORTARIA 3214 DE 08 DE JUNHO DE 1978

 Aprova as Normas Regulamentadoras, NR, do Capítulo V, Título II da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança  e Medicina do Trabalho, com redação dada pela Lei 6514 de 22 de dezembro de 1977 (Item 2 acima)

 5)NORMA ABNT NBR 6401 19 DE DEZEMBRO DE 1980  

 Origem ABNT NB 10/1978 – Instalações Centrais de ar-condicionado para conforto-

Parâmetros básicos de Projeto.

6) – LEI 6938 DE 31 DE AGOSTO DE 1981

Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências.

DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Artigo 2º – A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:

II – Racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.

Arrigo 3º Item I – Meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.

 7) – DECRETO 5412 – 24 DE OUTUBRO DE 1985 – RIO DE JANEIRO

 DA PROTEÇÃO CONTRA RUÍDOS

 8) – CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL PROMULGADA AOS 05 DE OUTUBRO DE 1988

Artigo 225 “ Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as  presentes  e  futuras  gerações .

 9) – CONSTITUIÇÃO   DO   ESTADO   DE SÃO PAULO PROMULGADA AOS 31 DE AGOSTO DE 1989 –  

 Artigo 193 – II – “ Adotar medidas, nas diferentes áreas de ação pública e junto ao setor privado, para manter e promover o equilíbrio ecológico e a melhoria ambiental, prevenindo a degradação em todas as suas formas e impedindo ou mitigando impactos ambientais negativos e recuperando o meio ambiente degradado.

 10) – RESOLUÇÃO CONAMA Nº 3, AOS 28 DE JUNHO DE 1990

 Artigo 1º – São padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

Parágrafo Único – Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos e que tornem ou possam tornar o ar:

I – impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde

11) – LEI 8078 – CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DE 11 DE SETEMBRO DE 1990

 Artigo 6º – São direitos básicos do consumidor :

 “A proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos”.

 Seção II – Da responsabilidade pelo fato do produto e do serviço

 Artigo 12 – “O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro e o importador ,respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos”.

 Artigo 38 – É vedado ao fornecedor de produtos e serviços:

 VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional, de Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO.

 Título II – Das Infrações Penais

 Artigo 68 – Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança:

Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa

Artigo 69 – Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade 

Pena – Detenção de um a seis meses e multa

 Artigo 75  –  Quem de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste Código incide nas penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou de qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas.

12) – LEI 8080 DIREITO DA SAÚDE DE 19 DE SETEMBRO DE 1990

DISPÕE SOBRE AS CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE, A ORGANIZAÇÃO E O FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS CORRESPONDENTES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Artigo 2º – A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício

Parágrafo 1º – O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos   e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

Parágrafo 2º – O dever do Estado não exclui o das pessoas da família, das empresas e da sociedade.

13) –DECISÃO NORMATIVA Nº 42 DE 08 DE JULHO DE 1992

Plenário do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia em sua Sessão Ordinária nº1.233

Dispõe sobre a fiscalização das atividades de instalação e manutenção de sistemas condicionadores de ar e de frigorificação.

14) – NORMA ABNT NBR 9077 DE 30 DE JUNHO DE 1993

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA EM EDIFÍCIOS

OBSERVAÇÃO – Esta Norma Técnica é composta de 35 páginas e tem todas as recomendações para proteção da vida em casos de emergências.

Incêndios são emergências. Se esta Norma Técnica tivesse sido obedecida na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quando na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, ocorreu incêndio na Boate Kiss, quando esta norma técnica já existia há vinte anos, vidas preciosas teriam sido poupadas.

15) –LEI 9605 , DOS CRIMES AMBIENTAIS, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998

DISPÕE SOBRE AS SANÇÕES, PENAIS E ADMINISTRATIVAS  DERIVADAS DE CONDUTAS E ATIVIDADES LESIVAS AO MEIO AMBIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Artigo 2º – Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos neta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro do conselho e do órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.

( ver Art. 75 de Lei 8078 de 11 de setembro de 1990)

Seção III

Da Poluição e outros Crimes Ambientais

Artigo 54 – Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais e destruição significativa da flora :

Pena – reclusão de um a quatro anos e multa

Parágrafo 1º – Se o crime é culposo

Pena – detenção de seis meses a um ano e multa

Artigo 2º – Se o crime 

  1. II) – ………..que cause danos diretos à saúde da população :

 Pena – reclusão, de um a cinco anos.

16) PORTARIA Nº 3523 / GM DE 28 DE AGOSTO DE 1998

MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

considerando a preocupação mundial com a Qualidade do Ar de Interiores em ambientes climatizados e a ampla e crescente utilização de sistemas de ar condicionado no país, em função das condições climáticas.

considerando a preocupação com a saúde, o bem estar, o conforto e produtividade e o absenteísmo ao trabalho, dos ocupantes dos ambientes climatizados e a sua inter-relação com a variável qualidade de vida,

considerando a qualidade do ar de interiores em ambientes climatizados e sua correlação com a Síndrome dos Edifícios Doentes relativa à ocorrência de agravos à saúde,

considerando que o projeto e a execução da instalação, inadequados, a operação e a manutenção precárias dos sistema de climatização, favorecem a ocorrência e o agravamento de problemas de saúde, 

considerando a necessidade de serem aprovados procedimentos que visem minimizar o risco potencial à saúde dos ocupantes, em face da permanência prolongada em ambientes climatizados.

Art. 1º – Aprovar Regulamento Técnico contendo medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos  físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a Qualidade do Ar de Interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados

Art. 5º, Letra f – garantir a adequada renovação do ar de interior dos ambientes climatizados , ou seja no mínimo de 27 m³/h por pessoa.

 17)DECRETO 3179 DE 21 DE SETEMBRO DE 1999

DISPÕE SOBRE A ESPECIFICAÇÃO DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS CONDUTAS E ATIVIDADES LESIVAS AO MEIO AMBIENTE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

SEÇÃO III

Das Sanções Aplicáveis à Poluição e Outras Infrações Ambientais

Artigo 41 – Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora

Multa de R$ 1.000,00 ( um mil reais) a R$ 50.000.000,00 ( cinquenta milhões de reais ) ou multa diária

18) NORMA ABNT NBR 10151/00 DE – 31 DE JULHO DE 2000

AVALIAÇÂO DE RUÍDOS EM ÁREAS HABITADAS VISANDO O CONFORTO DA COMUNIDADE

 19)RESOLUÇÃO 267 CONAMA AOS 14 DE SETEMBRO DE 2000

Ministério do Meio Ambiente – Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA

Era. 1º – É proibida, em todo o território nacional, a utilização das substâncias controladas especificadas nos Anexos A e B do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio , constantes do Anexo desta Resolução nos sistemas, equipamentos, instalações e produtos novos, nacionais ou importados.

20) RESOLUÇÃO RE / ANVISA Nº 176 DE– 24 DE OUTUBRO DE 2000

considerando à preocupação com a saúde, a segurança, o bem estar e o conforto dos ocupantes dos ambientes climatizados,

considerando a disponibilidade dos dados coletados, analisados e interpretados e o atual estágio de conhecimento da comunidade científica internacional, na área de qualidade do ar ambiental interior, que estabelece padrões referenciais e/ou orientações para esse controle

 21) NORMA ABNT NBR 14679 DE 30 DE MAIO DE 2001

 Sistemas de condicionamento de ar e ventilação – Execução de serviços de higienização.

 22)DECRETO Nº 46.076 DE 31 DE AGOSTO DE 2001

ESTADO DE SÃO PAULO

Institui o Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e arear de risco para os fins da Lei nº 684 de 30 de setembro de 1975 e estabelece outras providências.

A Lei 684 de 30 de setembro de 1975, do Estado de São Paulo, autoriza o Poder Executivo a celebrar convênios com Municípios , sobre Serviços de Bombeiros.

 23) – RESOLUÇÃO – RE Nº 09 DE  – 16 DE JANEIRO DE 2003

considerando a necessidade de revisar e atualizar a RE/ANVISA nº 176 de 24 de agosto de 2000, sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados de Uso Público e Coletivo, frente ao conhecimento e experiência adquiridos no País nos dois primeiros anos de sua vigência

considerando o interesse sanitário na divulgação do assunto,

considerando a preocupação com a saúde, a segurança o bem estar e o conforto dos ocupantes dos ambientes climatizados,

considerando o atual estágio de conhecimento da comunidade científica internacional, na área de qualidade do ar ambiental interior, que estabelece padrões referenciais e/ou orientações para esse controle,

considerando o disposto no Artigo 2º da Portaria GM/MS nº 3523 de 28 de agosto de 1996,

considerando que a matéria foi submetida a apreciação da Diretoria Colegiada que a aprovou em reunião realizada aos 15 de janeiro de 2003, resolve :

Art. 1º – Determinar a publicação de Orientação Técnica elaborada por Grupo Técnico Assessor, sobre Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo.

 24)NORMA ABNT NBR 7256 DE 31 DE MAIO DE 2004

 TRATAMENTO DE AR EM ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE   E OS REQUISITOS PARA PROJETO E EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES

 5.2.1 – Certos agentes infecciosos podem permanecer indefinidamente em suspensão no ar. 99,9% dos agentes microbiológicos presentes no ar de EAS podem ser retidos em filtros finos de alta eficiência, por formarem grumos e se aglomerarem com poeiras em colônias. Em certas áreas críticas a utilização de filtros A3 ( HEPA ) é obrigatória.

Anexo “ A “  Normativo

Tabela A 1 – Parâmetros de Projeto

Ambientes : Internação

Quarto para pacientes com infecção transmitida pelo AR

Quarto para isolamento de paciente com infecção transmitida pelo AR.

25)IBAMA – INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 37 DE 29 DE  JUNHO DE 2004

Considerando o disposto no Decreto 99.280 de 06 de junho de 1990, que promulga a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio – SDOs

26)INSTITUTO DO CORAÇÃO

INCOR – HCFMUSP – FACULDADE DE MEDICINA DA USP

ESCOLA POLITÉCNICA DA USP, AOS 08 DE AGOSTO DE 2006

 – “A Poluição de Ambientes Interiores (PAI) e a qualidade do ar de ambientes interiores (QAAI ) são temas de crescente interesse científico e de mídia.  Os problemas de saúde advindos da PAI geram doenças ocupacionais, infecciosas e agravo de doenças pré-existentes ,  com ônus para a sociedade

 Trecho de carta enviada pelo Prof. Dr. Jorge Kalil, Diretor do Laboratório de Imunologia – INCOR – HCFMUDP, ao Prof. Dr. Ivan Gilberto Sandoval, Diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com “ DE ACORDO “ do Prof. Dr. Ivan Gilberto Sandoval Faleiros .

 27 DECRETO 6514 DE 22 DE JULHO DE 2008

DISPÕE SOBRE AS INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATIVAS AO MEIO AMBIENTE , ESTABELECE O PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL PARA APURAÇÃO DESTAS INFRAÇÕES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

SUBSEÇÃO III

DAS INFRAÇÕES RELATIVAS À POLUIÇÃO E OUTRAS INFRAÇÔES AMBIENTAIS

Artigo 61 – CAUSAR POLUIÇÃO DE QUALQUER NATUREZA EM NÍVEIS TAIS QUE RESULTEM OU POSSAM RESULTAR EM DANOS Â SAÍDE HUMANA, OU QUE PROVOQUEM A MORTANDADE DE ANIMAIS OU A DESTRUIÇÃO SIGNIFICATIVA DA BIODIVERSIDADE :

Multa de R$ 5.000,00 ( CINCO MIL REAIS ) A R$ 50.000.000,00 ( CINQUENTA MILHÕES DE REAIS ).

(ver Artigo 41 do Decreto 3179 de 21 de setembro de 1999)

28) –NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 16401 DE 04 DE SETEMBRO DE 2008

INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO

SISTEMAS CENTRAIS E UNITÁRIOS

PARTE 1 – PROJETOS DAS INSTALAÇÕES

PARTE 2 – PARÂMETROS DE CONFORTO TÉRMICO

PARTE 3 – QUALIDADE DO AR INTERIOR

29) POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

CORPO DE BOMBEIROS

INSTRUÇÕES TÉCNICAS 15/2011 E 16/2011 DE OUTUBRO DE 2011

 CONTROLE DE FUMAÇA

PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO

 21 DE MAIO DE 2017

Sidney de Oliveira

Sidney de Oliveira – Sociedade Individual de Advocacia
OAB/SP 24.876
sidaosp@terra.com.br

O meio ambiente e o ar nos ambientes interiores

I) – DA CAVERNA AO SHOPPING CENTER

 O homem, desde seu surgimento na Terra, procurou refúgios para sua proteção contra os rigores das transformações climáticas.

Seu primeiro abrigo foram as cavernas, locais que a Natureza oferecia como refúgios seguros.

Das cavernas, abrigos naturais, construíu suas habitações usando os materiais disponíveis ao seu redor.

Pedras brutas, depois pedras desbastadas e encaixadas, depois tijolos.

Para manter uma temperatura amena no interior de seus ambientes de moradia ou trabalho, criou espaços com amplas portas e janelas, construções com pé direito de três metros ou mais, face a um ambiente exterior livre de poluição ambiental. Para os rigores do inverno, amplas lareiras.

A partir do final do século XIX, a altura livre dos aposentos foi sensivelmente rebaixada.

As amplas portas e janelas, sempre abertas para o exterior, passaram a ter tamanhos reduzidos e a permanecerem fechadas, face a poluição externa que passava a tomar corpo.

Lareiras se tornaram objetos poluidores geradores de fumaça.

O surgimento de materiais leves e resistentes, permitiu a construção de edifícios de vários pavimentos .

A concentração nas cidades e o preço do espaço urbano, acabou confinando o homem em espaços menores, sem portas e janelas abertas para o exterior .

II) – SURGE O AR CONDICIONADO

 Aparentemente este homem do século vinte estava a salvo dos rigores do inverno e do verão quando em 1902, Willis Carrier inventou o processo mecânico para controlar a temperatura do ar:

Mas o homem viu-se obrigado a adaptar seu novo ambiente para usufruí-lo com segurança e conforto, através do controle da iluminação, da temperatura interna dos diversos ambientes e, principalmente, de ar puro e saudável.

III) – PADRÕES DE QUALIDADE DO AR

A Resolução CONAMA/Nº 003 de 28 de junho de 1990, define os padrões de qualidade do ar, como segue:

Art. 1º – São padrões de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos à flora e à fauna, aos materiais e ao meio ambiente em geral.

Parágrafo Único – Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que possam tornar o ar:

  1. – impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde.
  2. – inconveniente ao bem-estar público.
  3. – danoso aos materiais , à fauna e flora.
  4. – prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade

IV) – A POLUIÇÃO DOS AMBIENTES INTERIORES

Manifestação aos 08 de agosto de 2006, do Diretor do Laboratório de Imunologia do INCOR – HCFM-USP ,  Instituto do Coração,  Dr.Jorge Kalil ao Prof. Dr. Ivan Gilberto Sandoval Faleiros ,  Diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo USP com conhecimento do Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri, Diretor da Faculdade de Medicina da USP afirma que:

“ A Poluição de ambientes interiores ( PAI ) e a qualidade do ar de ambientes interiores (QAAI) são temas de crescente interesse científico e de mídia. Os problemas de saúde advindos do PAI geram doenças ocupacionais, infecciosas e alérgicas e agravo de doenças pré-existentes, com ônus para sociedade “

V) – DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

O artigo 3º da Lei 6938, de 31 de agosto de 1981 – Da Política Nacional do Meio Ambiente entende , no seu “ Item I  “ – que meio ambiente, é o conjunto de condições , leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas “.

E completa, no seu “Item III” que é a poluição, que é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população e criem condições adversas às atividades sociais e econômicas.

A Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo em 1972 definiu:

– “ meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas “

Em Portugal, o meio ambiente é definido pela Lei de Bases do Ambiente (Lei 11/87 ) como:

  • – “ o conjunto dos sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações, e dos factores econômicos, sociais e culturais com efeito directo ou indirecto, mediato ou imediato, sobre os seres vivos e a qualidade de vida do homem “ –   
  • Podemos ainda acrescentar que o meio ambiente, comumente chamado apenas de “ambiente” , envolve todas as coisas vivas e não vivas ocorrendo na Terra ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. É o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a  vida em todas as suas formas “ –

    Nos Estados Unidos da América, USA, quem estuda esta área é a “EPA Environmental Protection Agency, Agência Ambiental americana que estimulou a criação de uma série de regulamentos ambientais como a Lei do Ar Puro, Lei de Recuperação e Conservação de Recursos, Lei de Mineração e Recuperação do Solo e Lei do Direito da Comunidade à Informação. ( http://www.epa.gov/iaq )

O Art. 2º da Lei 6938, de 31 de agosto de 1981, define:

“A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade humana, atendidos os seguintes princípios “:

I – ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;

II – racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar.

VI– NORMAS CONSTITUCIONAIS

Constituição da Republica Federativa do Brasil, promulgada aos 05 de outubro de 1988 sobre meio ambiente, determina:  

Art. 23 – É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

Inciso VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas

Art. 24 – Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:

VIII – responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

Art. 225 – Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

VIII – O AR DOS AMBIENTES INTERNOS E O MEIO AMBIENTE

Prova inequívoca de ser o ser humano o destinatário principal e fundamental de todas as políticas voltadas ao meio ambiente e de ser o ar dos ambientes interiores parte integrante de toda a ação ambiental está na Lei de Crimes Ambientais, de número 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, que em seu Art.54 determina:-

“ Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora “

Diversamente em relação a diversos problemas ambientais, cuja abordagem é antiga e fazem parte da saúde pública, tais como saneamento, drenagem urbana, limpeza pública, abastecimento de água, a preocupação com a poluição atmosférica é recente.

O CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente editou, em 1989, a Resolução CONAMA 05/89 instituindo o PRONAR – Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar, visando a adoção de estratégias que lograssem a melhoria da qualidade do ar para todo o território Nacional. Editou-se a seguir a Resolução CONAMA 03/90 fixando os padrões de qualidade do ar e definindo parâmetros para a definição de episódios agudos de poluição atmosférica.

A biocontaminação dos edifícios é, na atualidade, problema que preocupa os especialistas por acarretar graves conseqüências à saúde humana.

Altas concentrações de dióxido de carbono, temperatura e umidade relativa do ar inadequadas, a presença de microorganismos ( fungos e bactérias ) , a existência de compostos orgânicos voláteis e partículas inaláveis, além dos ruídos e vibrações indesejáveis levam a deterioração do ambiente interior, acarretando problemas de saúde aos seus ocupantes, além de prejuízos materiais pela degradação de acervos e outros materiais.

VIII) – SÍNDROME DO EDIFÍCIO DOENTE – SED

A Síndrome de Edifício Doente – SED , é a denominação do conjunto de condições que levam os moradores ou ocupantes de edifícios climatizados a apresentarem problemas de saúde, principalmente de ordem respiratória.

A contaminação não se pode eliminar mas controlar e pode ser aumentada pela má ou inadequada forma de projetos, instalação e manutenção e até na seleção dos equipamentos menos adequados para um sistema de ar condicionado.

Alentado estudo sobre a qualidade do ar em edifício localizado no centro da cidade de São Paulo, de autoria de Gustavo S. Graudenz, MD, PhD, Jorge Kalil MD PhD, Paulo H. Saldiva MD, PhD, FCCP, Walderez Ganbale, PhD, Maria do Rosário D,O.Latorre PhD e Fabio F. Morato´Castro, MD, PhD, publicado na Revista CHEST, em agosto de 2002 analisa o comportamento do ar interior em prédio comercial construído há mais de vinte anos, a falta de manutenção adequada e os perigos que correm os cidadãos que nele habitam ou ali trabalham.

– “A Organização Mundial de Saúde iniciou estudos sobre a qualidade do ar em ambientes interiores em 1979. Posteriormente a OMS publicou a obra “ Indoor Air Pollutants: exposure and health effects, em junho de 1982, que reconheceu a existência da Síndrome do Edifício Doente .

O ponto básico da Síndrome do Edifício Doente está na qualidade do ar de interiores.

A preocupação com a qualidade do ar é antiga. Até a década de 70, a grande preocupação estava na qualidade do ar externo, diante dos grandes índices de poluição provenientes de gás carbônico, fuligem e outras substâncias jogadas na atmosfera por obra do ser humano, sem qualquer consciência do prejuízo que isto causaria a sua saúde.

Quando o texto constitucional diz, no capítulo que trata do meio ambiente, que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, dá ao direito ambiental o caráter antropocêntrico.

O destinatário da norma é o ser humano, apesar de também proteger a flora e a fauna. O legislador protege a biota para que o ser humano possa ter esta sadia qualidade de vida e para que as futuras gerações possam usufruir também desta circunstância.” ( Síndrome do Edifício Doente, Dra. Mirian Gonçalves Dilguerian, Letras Jurídicas, março 2005 )

IX – CARTA DE PRINCÍPIOS

A parte introdutória da Carta de Princípios, documento de outubro de 2002 , preparado por um grupo de profissionais do setor de HVAC-R, e que se encontra devidamente registrada sob número 450993, aos 14 de novembro de 2002, no 9º Cartório de Registro de Títulos e Documentos de São Paulo, já consagrava:

 “ As técnicas de tratamento do ar, modificando sua temperatura, vazão, pressão, pureza, ruído, velocidade e umidade são necessidades da vida e da atividade humana .”    

E mais adiante:

“ O ar condicionado também significa conforto e qualidade de vida,   tornando-se indispensável em todos os instantes da atividade produtiva, social e de lazer do homem “.

Essas condições artificiais demandam, porém, monitoramento e adequações constantes, sob pena de ao invés de se constituírem em benefício, caracterizarem-se como fatores de agravamento da qualidade de vida das pessoas.

A questão ambiental é fruto entre outros do processo de industrialização que, em seu desenvolvimento, gerou conseqüências sobre o meio biológico / geológico / físico e sócio / econômico, servindo também como alavanca da urbanização acelerada.

A identificação de prejuízos à saúde em virtude das condições atmosféricas de ambientes internos, quando não respeitadas as Normas Técnicas reguladoras, que existem em bom número, são precisas e tecnicamente corretas, alarmam os especialistas que identificam riscos sob a denominação de Síndrome do Edifício Doente – SED.

Essa preocupação antes exclusiva dos países de clima temperado, marcados por climas rigorosos, com temperaturas inóspitas ao homem, é hoje tema que também preocupa os brasileiros que habitam e trabalham nas grandes cidades.

Esse tema ganhou repercussão em abril de 1998, após o falecimento do então Ministro das Comunicações, o Engº Sérgio Motta, que ensejou o surgimento da Portaria 3523 / GM, aos 28 de agosto de 1998. 

X) – O SISTEMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE – SISNAMA

A Constituição da República, em seu art. 225 consagra a tutela ao Meio Ambiente reconhecendo-o como:

“ bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações “.

Foi conferida competência a todos os entes federativos  para proteção ao meio ambiente e combate à poluição, em qualquer de suas formas, através do art. 23, Inciso VI:

Art. 23 – É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas.

Claro está que todos os entes da Federação tem competência plena, devendo atuar na tutela do patrimônio ambiental.

Para atender suas peculiaridades os Estados e Municípios poderão editar leis próprias, desde que inexista Lei Federal disciplinadora, como determinam os Arts. 24 e 30 da Constituição da República:

Art. 24

Parágrafo Segundo: A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados.

Art. 30 – Compete aos Municípios

II – Suplementar a legislação federal e estadual no que couber” .

É plena a competência dos Municípios para legislar sobre o que possa ser do interesse local (Art. 30, Inciso I, da Constituição Federal).

A Lei 6938, de 31 de agosto de 1981, recepcionada, em seu Art. 1º pela Constituição da República, estabeleceu as bases da Política Nacional do Meio Ambiente, dispondo sobre a atuação integrada dos órgãos que compõe o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA

XI) – O PAPEL DOS MUNICÍPIOS

O papel dos Municípios , como ente federativo autônomo e, nesta qualidade integrante do SISNAMA,  é  destacado, pois a este incumbe organizar-se de forma a assumir a competência inerente à gestão ambiental das questões locais.

Devem os Municípios responsabilizar-se pela avaliação e pelo estabelecimento de normas, critérios e padrões relativos ao controle e manutenção da qualidade ambiental em seus territórios.

XII) – NORMAS TÉCNICAS – OBRIGATORIEDADE

Recente trabalho de autoria do eminente Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de São Paulo, Dr. Roberto Tardelli, publicado na Revista Banas Qualidade, edição de novembro de 2011, páginas de 26 a 35, tem o título de “ Não cumprir as normas técnicas é Crime “

– “ A norma é um importante elemento para elaboração de um sistema de gestão da qualidade que facilita o trabalho, introduz a ordem e torna as atividades mais claras, garante a salvaguarda dos direitos fundamentais constitucionais das pessoas, gera produtividade e aumenta a competitividade, cada vez mais acirrada. Na verdade, a observância das normas técnicas brasileira é obrigatória e já existe jurisprudência dos tribunais nacionais dizendo que há implicações criminais pela sua não observância – “

“ Quando se descumpre uma norma, assume-se, de imediato, um risco. Isso significa dizer que o risco foi assumido, ou seja, significa que se está consciente do resultado lesivo”

“Quem estiver dizendo que uma norma técnica não precisa ser cumprida, ou seja, que ela é voluntária, está dizendo uma sandice, uma estupidez. É uma afirmação inconsequente, leviana e muito perigosa. Fujam de quem afirma esta bobagem“

– “Enfim, as normas técnicas são um processo de simplificação, pois reduzem a crescente variedade de procedimentos e produtos. Assim, elas eliminam o desperdício, o retrabalho e facilitam a troca de informações entre fornecedor e consumidor ou entre clientes internos. Outra finalidade importante de uma norma técnica é a proteção ao consumidor, especificando critérios e requisitos que afetam o desempenho do produto / serviço, protegendo assim também a vida e a saúde. Contribuem para a qualidade, fixando padrões que levam em conta as necessidades e desejos dos usuários, produtividade, padronizando produtos, processos e procedimentos; tecnologia, consolidando, difundindo e estabelecendo parâmetros consensuais entre produtores, consumidores e especialistas, colocando os resultados à disposição da sociedade; e marketing regulando de forma equilibrada as relações de compra e venda.” –

 – “ O descumprimento da norma implica em sanção, punição, perda e gravame. As conseqüências do descumprimento vão desde indenização, no código civil, até processo por homicídio culposo ou doloso. Quando se descumpre uma norma, assume-se, de imediato, um risco. Isso significa dizer que o risco foi assumido, ou seja, significa que se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica em uma conduta criminosa, passível de punição pelo código penal. O descumprimento das NBRs legitimadas no ordenamento jurídico brasileiro em leis gerais ( Lei 5.966/73, 993399 e em atos regulamentares transcritos ) e em legislação especial ( Código de Defesa do Consumidor – Lei 7078/1990)- e respectivo regulamentar (Decreto 2.181/79) além de outras leis como a Lei 8.666/93 ( Lei das Licitações ) , Leis Ambientais ( Leis de saúde pública e atos regulamentares ) ,  sujeita o infrator às penalidades administrativas impostas em leis e regulamentos, sem prejuízo de sanções de natureza civil e criminal também previstas em leis “ conclui Roberto Tardelli.

A Resolução – RE/ ANVISA n.º 9, de 16 de janeiro de 2003, que revisou e atualizou a RE/ANVISA n.º 176 de 24 de outubro de 2000, foi considerada pela ANVISA

como uma Orientação Técnica o que a levou a ser considerada, erroneamente, como optativa pelos agentes do mercado.

XIII) – PORTARIA Nº 3523/GN, MINISTÉRIO DA SAÚDE

 A questão da qualidade do ar em ambientes interiores inclui, necessariamente, as interfaces com as áreas de saúde ocupacional, da saúde pública e do meio ambiente do trabalho, bem como a observância de normas e recomendações técnicas.

O Ministério da Saúde editou a Portaria número 3523, de 28 de agosto de 1998, instituindo a obrigatoriedade do controle da qualidade do ar nos ambientes que dispõe de sistema de ar condicionado.

O art. 9 º desta Portaria determina:

“O não cumprimento deste Regulamento Técnico configura infração sanitária, sujeitando o proprietário ou locatário do imóvel ou preposto, bem como o responsável técnico, quando exigido, às penalidades previstas na Lei nº 6437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo de outras penalidades previstas em legislação específica“.

 “Essa mesma Portaria instituiu, no seu Anexo I, o PMOC – Plano de Manutenção, Operação e Controle

XIV) – RESOLUÇÃO 09 – ANVISA

A ANVISA publicou aos 16 de janeiro de 2003 a Resolução 09 estabelecendo padrões de qualidade do ar para ambientes interiores climatizados artificialmente.O Item 3.4 dessa Resolução, por exemplo, nos fala das Taxas de Renovação do ar:

“A taxa de renovação do Ar adequada de ambientes climatizados será, no mínimo, de 27 m³ / hora / pessoa, exceto no caso específico de ambientes com alta rotatividade de pessoas. Nestes casos a Taxa de Renovação do Ar mínima será de 17 m³ / hora / pessoa, não sendo admitido em qualquer situação que os ambientes possuam uma concentração de CO² maior ou igual a estabelecida no Item IV – 2.1 , desta orientação técnica”.

XV) – NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 7256

A ABNT NBR 7256, que regula o tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS) – Requisitos para projeto e execução das instalações, válida a partir de 29 de abril de 2005, considera que, “ 5.2.1 – certos agentes infecciosos podem permanecer indefinidamente em suspensão no ar e que, 99,9% dos agentes microbiológicos presentes no ar de EAS podem ser retidos em filtros finos de alta eficiência, por formarem grumos e se aglomerarem com poeiras em colônias.

XVI) – NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 16401

Esta norma técnica está dividida em três capítulos, tratando o primeiro capítulo, 16401-1, das “ Instalações de ar condicionado – Sistemas centrais e unitários – Projeto das Instalações, o segundo capítulo, 16401-2 – Parâmetros de conforto térmico e o terceiro capítulo, 16401-3 – Qualidade do ar interior e está válida desde 04 de setembro de 2008.

XVII) – A IMPORTÃNCIA DA LEI MUNICIPAL

Leis Municipais precisam ser editadas, já que cabe ao Município a faculdade de legislar nesta matéria, estabelecendo, através de Lei Municipal , os critérios para concessão de “Licença de Funcionamento” nas construções de uso coletivo.

Esta providência é necessária face a que, construções executadas dentro das posturas municipais vigentes, passam a abrigar centros de “call center “, salas de aula onde se alojam uma centena de alunos, farmácias de manipulação e outros estabelecimentos que devem manter controle quanto ao ar de seus ambientes interiores e que escapam de controle face as construções terem recebido o respectivo “ Habite-se “

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, numa atitude meritória e pioneira, editou regulamentação para controle da qualidade do ar de interiores através do Decreto n.º 22.281 de 19 de novembro de 2002 ( GEM – Grupo de Engenharia Mecânica ).” que institui o regulamento para a instalação e conservação de sistemas de ar condicionado e ventilação mecânica no Município do Rio de Janeiro” bem como o governo do Estado promulgou a Lei 4192, de 01 de outubro de 2003, que dispõe sobre “ limpeza geral nos aparelhos de ar condicionado no Estado do Rio de Janeiro “.

Tramita na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Dr. Gilberto Natalini a PL 110/2012 que institui mecanismos para garantir a qualidade do ar dos ambientes interiores no Município de São Paulo.

XVIII) – O DIREITO COMO CIÊNCIA SOCIAL

Segundo ensina o professor Victor Emanuel Christofari, em sua obra “Introdução ao estudo do Direito “, série Alpha, Editora Ulbra, pg. 17:

– “ O que caracteriza um campo de conhecimento como ciência é ter esse conhecimento uma unidade de objetivo, um campo autônomo e próprio de pesquisa e um método próprio de trabalho. As ciências podem ser classificadas de várias maneiras, conforme o critério da classificação. “O Direito tem um campo de conhecimento próprio, autônomo, um grande campo de conhecimento e estudo, além de métodos próprios de trabalho.

Cumpre ao Direito estudar os meios hábeis, através dos quais será garantido o equilíbrio da vida em sociedade, de modo que cada cidadão tenha obrigações a cumprir e direitos a serem respeitados.

Podemos portanto afirmar, que o Direito está inserido no campo das ciências sociais, porque todo o estudo e a pesquisa da ciência do direito está voltada para esse objetivo maior, ou seja,

  • organizar e equilibrar a vida do homem em sociedade, de modo que ela tenha harmonia e justiça, respeitando os direitos essenciais dos homens e compelindo-os a respeitar os direitos alheios.

Para isso o Direito se vale de soluções diversas, que resultam do estudo da análise de fenômenos sociais, bem como dos estudos feitos por outros ramos das ciências sociais

XIX) – O DIREITO E A ENGENHARIA

 Todo o “Título III“ do Novo Código Civil tem relação com a engenharia, quer regulamentando disposições para a aquisição da propriedade imóvel até disposições de construção, registros e regras de ocupação.

Quando a Constituição da República Federativa do Brasil dispõem que:

– É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas, e que compete aos mesmos organismos legislar concorrentemente sobre a responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e que:

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e ESSENCIAL À SADIA QUALIDADE DE VIDA, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preserva-lo para as presentes e futuras gerações.

Está regulamentando formas de construção civil, que estejam de acordo com o preceito constitucional.

Construir em desacordo ao disposto pela Constituição Federal, principalmente com despreocupação com o direito constitucional do indivíduo em ter assegurado seu direito em viver em ambiente ecologicamente equilibrado essencial à sadia qualidade de vida pode se caracterizar em crime.

A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada aos 5 de outubro de 1988 estabelece no Art. 225, parágrafo 3º:

“As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados“.

A responsabilidade ambiental abrange, portanto, três aspectos: penal, civil e administrativo.

No campo penal foi editada a Lei n.º 9605 / 98 ( Lei dos Crimes Ambientais ) que consolidou toda a legislação ambiental e previu a possibilidade de responsabilização criminal da pessoa jurídica.

São aplicáveis às pessoas físicas as penas privativas de liberdade, restritiva de direitos e multas. Às pessoas jurídicas, a Lei estabeleceu penas de multa, restritiva de direitos e de prestação de serviços à comunidade, tais como custeio de programas e projetos ambientais, recuperação de áreas degradadas etc.

A sanção penal não exclui o dever civil de reparar o dano ambiental.

XX) – CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

O advento da Lei 8.078, de 11 de setembro de 1990, dispõe sobre a proteção do consumidor, toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final, equiparando a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

Art. 6º – São direitos básicos do consumidor:

I – a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

Art. 12º – O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

Art. 20º – O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou que lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária .

A Seção IV, Das Práticas Abusivas, capítulo VIII do Art. 39 desta Lei, nos diz:

VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO.

XXI) – CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS

A preocupação central de toda política de meio ambiente é a preservação da vida .

E é da vida de todos os seres mas principalmente da vida do homem.

Cuidar da biota, das águas dos rios e dos mares mas principalmente, do ar, a mais importante fonte da vida .

O homem poderá viver até dias sem comer e sem tomar água mas sem ar não resistirá nem cinco minutos

E no cuidado com o ar, preocupar-se fundamentalmente com o ar dos ambientes interiores, onde o homem vive 90% do seu tempo.

O ar dos ambientes interiores exige cuidados constantes e a obediência a todas as normas de conduta, as legais e as ambientais, e a todas as normas técnicas, sejam da ABNT ou de Institutos Internacionais como EPA, ASHARAE, SMACNA, ISPE ou recomendações técnicas emitidas pela ABRAVA, ANPRAC, ASBRAV, SBCC, SINDRATAR, CREA, OAB., ANVISA, COVISA, CAU BR, IE DE SÃO PAULO, GBC BRASIL, ABNT, tanto nas suas versões vigentes como nas suas substituições , alterações ou modificações, por ser matéria dinâmica e necessitar constantes modificações buscando melhorias de desempenho e de conduta.

Sidney de Oliveira

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BIBLIOGRAFIA

Qualidade do Ar de Interiores, Dra. Gláucia Savin, Consultora, Advogada, Procuradora do Município de São Paulo, Docente, palestra proferida em setembro de 2003, Evento RPA Editora.

Síndrome do Edifício Doente – Responsabilidade Civil da Municipalidade diante do Estatuto da Cidade, Dra. Mirian Gonçalves Dilguerian, Editora Letras Jurídicas.

O Mal dos Legionários – Diálogo entre o Direito Ambiental e o Direito Sanitário, Dra. Mirian Gonçalves Dilguerian, Editora Juarez de Oliveira Lima.

O Meio Ambiente e o Escritório, Silvana Carvalho Hoffmann – O Meio Ambiente e o Escritório, Publicado por Editco Comercial Ltda.

A epidemiologia dos “edifícios doentes”, Theodor D. Sterling, Chris Collet, Davi Rumel, Revista de Saúde Pública, Fevereiro de 1991

Filosofia do Direito, Dr. José Cretella Júnio, Forense, 1977.

Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8078 de 11 de setembro de 1990.

Dicionário Jurídico RG-Flex, Dr. Rodrigues Nunes, RG-Editores Associados, 1995.

Dicionário Jurídico Brasileiro, Dr. Marcus Cláudio Acquaviva, Ed. Jurídica Brasileira Ltda., Julho 1993.

Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada aos 5 de outubro de 1988.

Lei 9605 de 12 de fevereiro de 1998, Lei dos Crimes Ambientais.

Decreto nº 6514 de 22 de julho de 2008, Das Infrações e Sanções Administrativas ao Meio Ambiente.

Lei nº 6437 de 20 de agosto de 1977, Configura Infrações à Legislação Sanitária Federal, Estabelece as Sanções Respectivas, e dá Outras Providências.

Lei nº 6938 de 31 de agosto de 1981, Da Política Nacional do Meio Ambiente.

IBAMA – Instrução Normativa nº 37, de 29 de junho de 2004.

Introdução ao Estudo do Direito – Professor Victor Emanuel Christofari, Série Alpha, Editora Ulbra.

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CONAMA, Resolução nº 267 de 14 de setembro de 2000.

Norma Brasileira ABNT NBR 7256, válida a partir de 29 de abril de 2005 ´Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS).

Norma Brasileira ABNT NBR 16401, Partes 1, 2 e 3, válida a partir de 04 de setembro de 2008.

Resolução RE nº 9 de 16 de janeiro de 2003, Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Novo Código Civil – Alfatemático, Dr. Wilson Gianulo, Ed. Jurídica Brasileira Ltda., 2003.

Distribuição de Ar, Celso Simões Alexandre, Nova Técnica Editorial, 2006.

Carta de Princípios , documento registrado sob número 450983, 9º ,  14 de novembro de 2002.

Upper Respiratory Symptons Associated With Aging of the Ventilation Sisten in Artificially Ventilated Offices in Sao Paulo, Brazil, Revista CHEST, agosto 2002.

Decreto 22.281 de 19 de novembro de 2002, GEM, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Lei 4192 de 01 de outubro de 2003, Rio de Janeiro, dispõe sobre “ limpeza geral nos aparelhos de ar condicionado e nos dutos” no Estado do Rio de Janeiro.

Teoria dos Princípios. Humberto Ávila, Malheiros Editores.

Interpretação / Aplicação do Direito, Eros Roberto Grau, Malheiros Editores.

Revista Banas Qualidade, Ano XXI, número 234, novembro de 2011.

REVISÃO 00/00 – Junho de 2012 / REVISÃO 00/01 – Maio de 2017

Reengenharia estratégica para otimização de gastos de energia e água em sistemas de HVAC

Sistemas de Ar Condicionado representam um alto custo inicial numa instalação predial e os altos e perenes custos agregados, resultado de uma possível operação deficiente.

Estes acréscimos de custo sempre crescentes, só são sentidos pelos empreendedores quando os condôminos começam a deixar o imóvel pela sempre crescente taxa de gastos com insumos ou então pela percepção de índices específicos que medem a eficiência energética do empreendimento e alto gasto operacional.

Então, um planejamento, usando ferramentas corretas de engenharia deve ser feito.

Em sistemas novos, este planejamento deve anteceder a fase de projeto, devendo ser parte fundamental da concepção. Uma vez corretamente concebidos, podem ser projetados.

Em sistema existentes, para se objetivar resultados positivos, antes da fase de planejamento deve-se analisar o sistema sob alguns aspectos:

-Tipo de sistema e utilização do ambiente: escritórios, salas de aula, data centers, shopping centers, call centers, laboratórios, salas cirúrgicas etc. todos com suas necessidades específicas e diferentes, requerem planejamento de projeto e de operação diferenciadas.
-Política tarifária local.
-Região climatogeográfica da instalação.
-Tipos de equipamentos produtores e distribuidores de frio.
-Quantidade e capacidades dos equipamentos.
-Dispositivos de partida e/ou recuperadores de energia acoplados.
-Sistema de automação e válvulas de monitoração e controle instaladas.
-Plano de operação e manutenção vigente.

Recentemente, num primeiro passo, concluímos uma avaliação em 3 instalações distintas em regiões totalmente diferenciadas.

A primeira no Rio de Janeiro com clima quente e úmido por praticamente o total do ano. Pequeno daily range.

A segunda em São Paulo, clima médio sazonalidade bem definida com períodos úmidos e períodos secos. Médio daily range.

A terceira em Curitiba, verão quente bem definido e inverno dos mais rigorosos do país. Alto daily range.

Todas com o mesmo uso e horários idênticos de ocupação, com equipamentos de mesma família (resfriadores com condensação a água, uma delas com unidade mix a gás, tanque de acumulação e bombas de água gelada).

Como ponto convergente das três, cita-se que nenhuma apresentava plano de operação definido, os empreendedores com queixa comum de excesso de gastos com energia elétrica, gastos com água desconhecidos e equipamentos desnecessários durante todo o período anual.

Após avaliação de adequação e suficiência das capacidades instaladas apropriamos da forma mais próxima possível da realidade, as necessidades térmicas com perfis horários, diários, semanais, mensais e sazonais.

Em todas as três instalações as análises mostraram a não necessidade de operação de pelo menos um equipamento produtor de frio durante todo ano.

O replanejamento adequado, sempre visando a melhor otimização dos equipamentos instalados disponíveis, resultou na menor quantidade de horas diurnas para operação das unidades, permitindo em grande parte das horas úteis manter os empreendimentos com os equipamentos parados, sem consumo de energia elétrica e água e  ainda disponibilizados para manutenção preditiva e corretiva.

Numa delas, porém, a predominância com autoridade do uso do tanque de acumulação se mostrou necessária para o melhor resultado.

Já na outra a autoridade de um ou dois resfriadores com tanque como complemento resultou no melhor benefício.

Na última o uso correto  da energia negativa disponibilizada no ar externo refletiu na carga horária dos resfriadores inoperantes durante o dia por grande parte  do período anual , relevando-se que unidades paradas não consomem energia.

O passo seguinte, será a monitoração e operação por comando a distância para se verificar os resultados planejados.

Autor: Eng° Alexandre Alberico
FEI – 1975
CEBETEC – Sistemas Planejados-1989

Incentivo à Geração de Energia aos Consumidores

PORTARIA MME Nº 44, DE 10 DE MARÇO DE 2015. (destaques)

Segue breve resumo, com destaques de alguns pontos mais relevantes, acerca da portaria do Ministério de Minas e Energia que incentiva a geração de energia elétrica pelos consumidores.

Por um lado fica latente a preocupação com a capacidade de suprimento energético do país, principalmente pelo imediatismo da medida e sua curta validade. No entanto, por outro lado, aparentemente será uma oportunidade do consumidor, que possui essa opção de gerar energia, compensar os aumentos no custo energético ocorridos até o momento e os aumentos já previstos.

Além disso, para que essa portaria surta efeito relevante, resta saber se o valor a ser pago ao consumidor que gerar energia será compensatório, levando em conta o investimento, depreciação, operação e manutenção dos geradores.

Vamos aguardar também como será a operacionalização dessa iniciativa pelas concessionárias de energia, que em tão curto espaço de tempo precisarão adaptar sistemas de faturamento, medição, contratos, entre outros processos correlacionados.

Seguem principais aspectos:

  • A energia gerada será valorada de acordo com a fonte energética usada;
  • A concessionária pagará por toda a energia própria gerada entre a assinatura do contrato até 18 de dezembro de 2015;
  • A energia gerada deverá ser comprovada por meio de medição individual instalada na geração própria;
  • A unidade poderá excluir a energia gerada na ponta;
  • A concessionária será responsável pela instalação do medidor e pelos processos de medição e pagamento;
  • As eventuais adequações das instalações serão de responsabilidade do consumidor;
  • O pagamento poderá ser feito mediante crédito na fatura de energia elétrica;
  • A ANEEL deverá regular esta Portaria, elaborar o modelo e padrão dos Editais de Chamada Pública e dos Contratos de Adesão de Geração Própria;
  • A Portaria entrou em vigor na data de sua publicação. (11.03.2015).

Fonte: Engº Fernando Arruda

Radiação – Capítulo VI – Cases no Brasil

Capítulo VI – Radiação Cases no Brasil

O autor desta matéria participou do Projeto Conceitual, Projeto Executivo e Instalação – itens de 1 a 12  com ARTs registradas :

Instituto Tomie Ohtake
Instituto Tomie Ohtake

1) TORRE PEDROSO INSTITUTO T. OHTAKE – SP  ano 2000

Projeto básico convencional com VAV: 6 pavimentos com 12 unidades fan&coil.

Projeto Ansett  com Radiação: os seis pavimentos passaram a ser beneficiados por 4 unidades fan&coils e 12 bombas in line de 1,5 CV cada.

Este projeto constituiu, assim, a primeira instalação operante com eficácia com Radiação no Brasil.
Difusores especiais de insuflamento e retorno, para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas em placas com  eixo formando prumo para componentes de outros serviços.

5000 m² de área de carpete com entre forro, cota de 25 cm. e pé direito de 2,75m.

Por solicitação do usuário  foram instalados cassetes hidrônicos no 6° pavto. (salas do Conselho e de reuniões ) para permitir conexão a futuro pequeno resfriador de água  para operar sem ativação  e auxílio da Central  de Comando e Controle e de produção de água gelada do Instituto pois  estes não estariam  disponíveis em horários extraordinários.


 

Center 3
Center 3

2)  CESP – SHOPPING CENTER 3 -SP – ano 2001

Total 18 000 m²
Prédio existente com disponibilidade de 25 cm para vão de entre forro e pé direito resultante de 2,5 m.
Área de lajes para escritórios de 1000 m².

Difusores especiais de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas sobre eixo formando linhas para componentes de outros serviços.
Um pavimento modelo foi instalado e aprovado pela CESP.

O edifício porém, foi comercializado por cliente que optou por infraestrutura para fancoletes no piso.

 


 

Banco J. Safra
Banco J. Safra

3) BANCO J. SAFRA – SP – ano 2002

Total  5000 m²
Prédio existente com disponibilidade de 25 cm para o vão do entre forro e pé direito restante de 2,50.

Do total de 16 pavimentos acima do térreo, em 4 foram instalados sistemas com forro de gesso radiante e vigas passivas nas periferias com janelas.

Para os demais 12 pavimentos foram instalados forro metálico radiante com a mesma concepção para as vigas radiantes.

Sistemas de controle independentes atuam nas vigas radiantes quando da incidência solar nas janelas, preservando o diferenciado  controle da temperatura da zona interna que  é feito nas placas radiantes, que combatem o calor interno, em princípio, invariável.

 


 

Sao Paulo, SP, Brasil. 18/10/03 Arquitetura. Instituto Tomie Ohtake, Rua Coropes,54. Arquiteto:Ruy Ohtake. Inauguraao: Museu - Dez 2001 / Torre - Nov 2003 / Tomie Ohtake Institute designed by the architect Ruy Ohtake. Foto © Marcos Issa/Argosfoto
Torre Faria Lima Foto © Marcos Issa/Argosfoto

4) TORRE FARIA LIMA – INSTITUTO T. OHTAKE – SP – ano 2003

Total 12 000 m²
Pé direito de 2,75 m

Projeto básico  Convencional com VAV – 16 pavimentos com 32 unidades Fan Coil, caixas de VAV .
Projeto Ansett Radiação- Duas unidades de tratamento de ar externo (DOAS)   sob as torres de arrefecimento na laje de cobertura .

Os dezesseis pavimentos passaram para 20 e foram beneficiados com forro metálico radiante, 10 unidades Fan Coil e 40 malhas com bombas in line de 1,5 CV cada .

Difusores especiais  de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas sobre eixo formando linhas para componentes de outros serviços.

Diversas salas de reunião para grandes públicos incluindo sala para reuniões para 30 pessoas do Conselho Diretor do proprietário do empreendimento (Laboratórios ACHÈ ).


 

Dante Pazzanese
Dante Pazzanese

5)  HOSPITAL DANTE PAZZANESE – V. MARIANA -SP -ano 2003

Total 600 m² em dois pavimentos da nova unidade.

Primeiro hospital a implantar sistemas radiantes para Quartos com Leitos de Convalescentes.

Conforme ASHRAE 2011 – Handbook HVAC Applications- Radiação para Hospitais pág. 54.8 e 54.9, radiação é o sistema adequado,  pois além de eliminar o aparelho fancolete (sua serpentina e bandeja de água condensada contribuem para formação de focos de microorganismos),  o sistema provoca baixa  movimentação de ar interno.

Ao se conceber a vazão de ar insuflada igual à vazão de ar externo (radiação é o único sistema que permite isto!)  obteve-se um sistema com 100% de ar externo sem acréscimo de energia dispendida.

Com isto tudo, associado à filtrações adequadas de ar obteve-se a solução ideal para áreas higienizadas com consequente redução da INFECÇÃO HOSPITALAR POR VIA AÉREA.

Para se evitar a condensação do vapor sobre o leito do paciente, caso este faça uso do chuveiro quente com a porta do banheiro aberta, projetou-se um sistema de ar balanceado de tal sorte a manter o sanitário em pressão negativa por onde é exaurido todo o ar insuflado no quarto.


 

Petrobras Edifício Sede
Petrobras Edifício Sede

6) EDIFÍCIO SEDE DA PETROBRAS – 6° PAV -RJ

Primeira instalação de radiação em climas úmidos no Brasil, com Teto Radiante em 3800 m².

Projeto básico Convencional-
Doze unidades fan&coils de modelos diferentes com um total de 52 KW de carga instalada, ocupando 202 m² de casas de máquinas isoladas acusticamente com um total de 470 m² de material.
Ar de retorno circulando livre pelo entre forro o que fere um dos principais conceitos (Saúde)  defendido por órgãos internos da  Petrobrás.

Projeto com Teto Radiante-
Quatro bombas in line e 4 unidades fan-coil de mesmo modelo com um total de carga de 25 kw instaladas, ocupando 101 m² de casas de máquinas isoladas acusticamente com um total de 235 m² de material.
Difusores especiais  de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas sobre eixo formando linhas para componentes de outros serviços.

O sistema operante foi aprovado pela Petrobrás e, a partir desse fato, iniciou-se o processo para reprojeto do prédio todo (retrofit) com este sistema.

Projeção dos benefícios feita na época pela Ansett:

Redução total de 620 kVa
Recuperação de 1 706 m²  de área para ocupação nobre.
Redução de 104 equipamentos com motores .
Padronização dos modelos para bombas in line e fan coils.
Redução de 4 500 m²  de material acústico para isolamento.
Circulação do ar de retorno por dutos (que podem ser limpos)  eliminando a limpeza difícil, por vezes impraticável do entre forro (na época nunca havia sido feita). Esta situação era alarmante para a Petrobrás, pois feria um dos principais preceitos defendidos internamente: a saúde dos funcionários.

Neste pavimento houve resfriamento excessivo na sala de reunião para 35 pessoas (Sala Garoupa) quando da baixa ocupação que constatou-se ser muito mais frequente do que com ocupação máxima.
A solução para correção do problema foi proposta em 2009 (adoção dos DCLV anteriormente explicados)  porém a Petrobrás decidiu corrigir quando do retrofit do prédio todo.


 

Instituto do Cancer - SP
Instituto do Cancer – SP

7) HOSPITAL INSTITUTO DO CANCER  – SP -ano 2005

Instalação hospitalar com central de água gelada com 2400 TR com grupos resfriadores e bombas in line, quatro pavimentos constituídos por diversos centros cirúrgicos com filtrações especiais.

Seis pavimentos com Quartos de Internação – Leitos com sistemas radiantes  em 4000 m², transformando-o potencialmente no segundo  hospital  no Brasil a implantar sistemas radiantes para Quartos com Leitos de Convalescentes.

Conforme ASHRAE 2011 – Handbook HVAC Applications- Radiação para Hospitais pag. 54.8 e 54.9, é o sistema adequado pois além de eliminar o aparelho fancolete (sua bandeja de água condensada forma focos de microorganismos), provoca muito baixa movimentação de ar interno.

Projetou-se a vazão insuflada igual à vazão de ar externo (radiação é o único sistema que permite isto!) e com isto obteve-se um sistema com 100% de ar externo sem acréscimo de energia gasta.

Com tudo isto, associado à filtrações adequadas de ar, tendo como  objetivo  a solução ideal para áreas higienizadas com consequente redução da INFECÇÃO HOSPITALAR POR VIA AÉREA.

Para se evitar a condensação do vapor sobre o leito do paciente, caso este faça uso do chuveiro quente com a porta do banheiro aberta, projetou-se um sistema de ar balanceado de tal sorte a manter o sanitário em pressão negativa por onde é exaurido todo o ar insuflado no quarto.

Antes do start up da instalação a Empresa Instaladora, por motivos que aqui não cabem, entrou em litígio jurídico com o Consórcio Construtor e a instalação de radiação, embora com  sua parte mecânica corretamente finalizada, não chegou a entrar em operação.

O Instituto, hoje, opera com todos os sistemas implantados pela Instaladora exceto os sistemas com radiação.


 

Edifício Santa Catarina
Edifício Santa Catarina

8) EDIFÍCIO SANTA CATARINA – SP – ano 2005

Total 18 000 m²
Projeto básico MHA – Uma unidade central de alvenaria para tratamento de toda a massa de ar circulante no prédio.
Projeto Ansett – todos os pavimentos com forro radiante e vigas passivas radiantes no contorno periférico.

Duas malhas hidráulicas com bombas in line por pavimento.

Difusores especiais  de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas sobre eixo formando linhas para componentes de outros serviços.

Sistemas de controle independentes atuam nas vigas radiantes quando da incidência solar nas janelas, preservando  a individualidade do controle da temperatura da zona interna  feito nas placas radiantes, que combatem o calor interno , em princípio, invariável. Pé direito de 2,75 m.


 

Edifício ICON
Edifício ICON

9) EDIFÍCIO ICON – CONCEITO -AVENIDA FARIA LIMA ESQUINA COM TABAPUÃ- SP  2006

Total 12 000 m²
Pé direito de 2,75 m.

Projeto e instalação Ansett –  unidade de tratamento de ar  (DOAS – Ar exterior com tratamento específico) de alvenaria na última laje.

Os  pavimentos  foram beneficiados com forro metálico radiante, cada qual com duas malhas hidráulicas com bombas in line.

Difusores especiais  de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação,  foram embutidos sobre placas perfuradas.

O sistema foi corretamente projetado porém, a Instaladora deixou de instalar 80 % das placas  radiantes ativas projetadas.

O sistema operava  de maneira deficiente, pois havia a predominância do fenômeno da convecção de ar  e poucas placas ativas para radiação.

Para agravar o problema a firma de manutenção e operação do edifício, ao  tentar resolver os problemas, instalou e transformou caixas de volume constante (que foram colocadas  no projeto para uma finalidade determinada)  em caixas de volume variável, ou seja, por desconhecimento da solução certa  adotou correções erradas.

Este é o único sistema com teto radiante que operava de maneira deficiente.

Fenômeno da Convecção sobrepondo-se à Radiação constitui um grave erro conceitual.

A solução apontada foi o complemento da Instalação que na época não foi executado.

Em contraponto, países de primeiro mundo, vêm largamente aplicando este conceito, além das restantes 16 instalações com boa operação no Brasil.

Heating & Cooling
Heating & Cooling

10) DEPARTAMENTO COMERCIAL DA HEATING & COOLING – SP– ano 2007 (ART não recolhida)

Salão de 300 m² apresentando um mix de soluções com teto radiante metálico, teto de gesso radiante, paredes radiantes e vigas passivas radiantes.

 

 

 

 

 


 

11) EDIFÍCIO SEDE DA PETROBRAS – SUB SOLOS – RJ –  ano 2009

Áreas médicas, reprografia, cafeterias e outras com sistemas de teto radiante, com 100 % de ar externo.

Antecedendo às  áreas com radiação há uma  grande Praça coberta  permitindo ao lado o acesso de veículos (por cancela), ou seja sujeita a alta entrada de umidade externa.

O projeto original foi elaborado com placas microperfuradas (Air Chilled Radiant Ceiling) para formar “colchão de ar seco” para proteção das áreas radiantes subsequentes.
Por decisão da Petrobras  o sistema foi substituído por difusores de alta indução.

Obra paralisada em 2011.


 

12) MC GRAW HILL  – TORRE FARIA LIMA – SP– 2014

Readequação do 18° pavimento a novos layouts.

Houve adensamento de estações de trabalho o que acarretou aumento da carga térmica.

As novas condições de combate ao calor foram reforçadas rebaixando-se temperaturas de orvalho, temperaturas de trabalho da água nas placas e temperatura do ar insuflado.

NENHUM EQUIPAMENTO ADICIONAL PARA REFORÇO FOI NECESSÁRIO (solução encontrada por outros instaladores em outros pavimentos).


Obras em que o autor desta matéria teve participação no projeto como apoio técnico para soluções com radiação:

1) PETROBRÁS VITÓRIA – ED SEDE – ES –  2006

30 000 m² com placas metálicas e vigas passivas radiantes.

Difusores especiais  de insuflamento e retorno para trabalho com sistemas de radiação, embutidos sobre placas perfuradas montadas sobre eixo formando linhas para componentes de outros serviços.

O sistema operava inicialmente apresentando deficiência em alguns ambientes pois havia entrada de umidade indevida pelo invólucro do Edifício.

Sistemas de controle independentes atuam nas vigas radiantes quando da incidência solar nas janelas, preservando o controle da temperatura da zona interna que é feito de maneira independente nas placas radiantes que combatem o calor interno, em princípio, invariável.

2) PETROBRÁS – EDISE – RJ  ano 2014
Retrofit de 70 000 m² com placas metálicas radiantes
Projeto concluído aguardando licitação da Instalação

3) EDIFÍCIO PARA LABORATÓRIOS – ILHA DO FUNDÃO- RJ ano 2014
Solução com vigas radiantes ativas aplicadas em ambientes com alta carga térmica sensível.

Sistema atualmente em Instalação.


O autor participou na concepção e estudos dos seguintes Empreendimentos:

1)  BNDES PRÉDIO NOVO – RJ

Licitação de arquitetura para  Edifício nobre que, dentre vários subsistemas apresentou solução com 15 000 m² com placas metálicas e vigas radiantes, DOAS, rodas entálpicas .
Trabalho efetuado para Arquiteto do Rio de Janeiro que venceu em primeiro lugar na Licitação do objeto em questão.

Processos licitatórios sequenciais em andamento.

2)  TORRE JK – SANTANDER – SP– ano 2007

Tabela comparativa extraída dos Projeto com VRF, e com radiação do projeto Ansett

Item Tipo de sistema
VRV com cond a água Teto Radiante
Instalação (TR)  * 3584** 2600
C Elétrica (kw) 3707** 2 806
Bandejas de água no forro 1 232 0
Área ocupada (m²) 3595 (38% no entre forro) 2082  (0% no entre forro)
Difusores Visíveis invisíveis
Qtde. de motores 2 775 475
Read. de  Lay Out Retrab em tubos de gás Retrabalhos em dutos flexíveis
Tráfego de gás refr 29Km envolvendo todo o prédio Somente na CAG
Entre forro 40 cm 30 cm
Sistema de condensação a água Dry Cooler sistema fechado*** Não necessário
Proteção de equipam. Trocador de calor para alturas maiores que 75 m.**** Não necessário
* apropriado pela Projetista :  2600 TR
**módulos padrão excedem a capacidade demandada para cada ambiente. O valor foi apropriado de site da Instaladora e da Construtora.
*** condensador da unidade não permite limpeza exigindo circuito hidráulico fechado.
**** limite de pressão suportável pelo condensador : 75 mCA

Apesar dos benefícios mostrados e custo equivalente para ambos os sistemas o Cliente optou por VRV da DAIKIN com condensação a água,  forro de menor qualidade acústica que o metálico  além de outras imposições do Empreendedor .

O autor participou de ajustes para adequação das seguintes instalações existentes:

1) PETROBRÁS EDISE – 6° PAVIMENTO –  ano 2007

Adequação das salas inseridas no pavimento aberto operando desde 2006.

Como houve adensamento de estações de trabalho, houve consequente  aumento da carga térmica .
As novas condições para  combate ao calor foram reforçadas rebaixando-se temperaturas de orvalho, temperaturas de trabalho da água nas placas e temperatura do ar insuflado.

Nenhum equipamento adicional para reforço foi necessário

2) CABERJ – RJ ano 2010

Instalação apresentou problemas no início de operação.
Sugerimos correções  ao Instalador e os problemas foram sanados.

Instalações existentes em perfeito funcionamento onde não houve participação do Autor:

1)  SALA DE DESEMBARGADOR – LÂMINA III -TJRJ- RJ ano 2005
2)  SALA DE AULA NA USP-SP- ano 2006
3) MUSEU IBERE CAMARGO – RGS- ano 2006
4) EDIFÍCIO RIO BRANCO, 12 – RJ- ano 2010
5) SHOPPING RIOMAR PAULISTA -RECIFE. ano 2011
6)SHOPPING RIOMAR FORTALEZA- ano 2010
7)SHOPPING RIOMAR FORTALEZA 2- Ano 2012
8)SHOPPING RIOMAR SALVADOR – ano 2013

INSTALAÇÃO PROTÓTIPO DESATIVADA

1) SALA COMERCIAL EDIFÍCIO BERTOLLUCCI- Itaim SP- ano 1999
Instalação piloto de 200 m².

Projetada e instalada pela Ansett.
Após comprovação da funcionabilidade foi substituída por instalação com split systems por ser excessivamente pequena, e não comportar atividades de manutenção com sistema de  água gelada.


PARECER DO AUTOR SOBRE A RECEPTIVIDADE DO SISTEMA DE FORRO RADIANTE:

Das 23 instalações operantes no Brasil, nenhuma delas teve a inoperância ou deficiência como reflexo de falhas técnicas ou conceituais do Sistema Radiante mas sim reflexos de decisões de caráter político financeiras com prejuízo da instalação. Somente duas foram classificadas como insatisfatórias por alguns segmentos do mercado.

Destaque-se também, que alguns Clientes/Proprietários aprovaram o conceito e permitiram a continuidade de sua aplicação em outros empreendimentos:

  • Laboratório ACHÈ proprietário da Torre Pedroso (2001) aprovou sua  continuidade na Torre Faria Lima, erguida dois anos após.
  • Petrobrás EDISE 6 ° pavimento que estendeu o conceito para sua sede em Vitória, sub solos do EDISE RJ e retrofit do total do EDISE.

Autor: Eng° Alexandre Alberico
FEI – 1975
CEBETEC – Sistemas Planejados-1989

 

Radiação – Extensões – Aprofundamento de caráter técnico sobre alguns itens abordados

Capítulo IV – Extensões – Aprofundamento de caráter técnico sobre alguns itens abordados

Extensões:


Capítulo VPlanilha comparativa entre os diversos sistemas e links importantes


 

EXTENSÃO 1 – Equação que rege o metabolismo humano  ⇑ topo

Equação do balanço térmico

O equilíbrio térmico do organismo é descrito pela equação: M +- C +- H +- R – E = zero

  • M = calor gerado pelo metabolismo
  • C = calor trocado por condução
  • H = calor trocado por convecção
  • R = calor trocado por radiação
  • E = calor perdido por evaporação

M = Metabolismo: O organismo libera calor na taxa de 20 a 500 kcal/hora

C = Condução: É o calor transferido entre o corpo e os objetos (vestimentas) através do contato físico direto. Normalmente é pequeno devido à baixa condutibilidade das vestimentas.

H = Convecção: É a troca de calor entre o corpo e os fluidos que o envolvem. Pode ser grande, dependendo da velocidade do ar em volta do corpo.

R = Radiação: É a troca de calor entre o corpo e os outros corpos materiais através de emissões radioativas.

E = Evaporação: É a perda de calor que acontece na mudança de fase da água pro vapor.

A evaporação depende da umidade do ar, uma vez que esta indica a quantidade de vapor que o ar pode receber. Depende também da velocidade do vento. Quanto mais seco o ar, mais fácil a evaporação. O movimento do ar auxilia a evaporação pois tira a camada saturada das proximidades da pele.

Limites do corpo humano

O corpo humano resiste atingir a temperaturas próximas de 39 ºC durante curtos períodos de tempos.

A partir de 41 ºC o mecanismo regulador entra em colapso, assim como os tecidos e principalmente o cérebro.

Aos 42 ºC sobrevém a morte.”

Perdas de energia pelo corpo humano:

  • Submetido a teto radiante

Radiação 50%
Convecção/Condensação  30%
Umidade 20%

  • Submetido a sistema convencional

Radiação 35%
Convecção/Condensação 40%
Umidade 25%

EXTENSÃO 2 –  Energia contida na molécula de ar = ENTALPIA = h   ⇑ topo

h= 1,006 t + w (2501 + 1,805 t)

h= kilojoule/kg#

t= °C temperatura seca

w= grama H2O / kg de ar seco umidade absoluta

Como se nota quanto maior for a temperatura seca e/ou a umidade absoluta  introduzida maior será a energia contida na molécula.

EXTENSÃO 3 – Energia produzida por unidade de tempo  ⇑ topo

Produção contínua de energia e ensaio sobre carga térmica interna.

A transmissão de calor (remoção ou introdução de energia)  ocorre em função da unidade de tempo.

Sistema Internacional   watt = joule /s
Sistema Inglês   btu/h
Sistema Métrico   kcal/kg
Uma tonelada de refrigeração   TR
1TR  =  3516 watt  =  12000 btu/h  =  3024  kcal/h

Ensaio de Carga Térmica Interna  gerada em um ambiente de escritório.

Taxas de cargas sensíveis

Iluminação                                     20 w/m²

computador + monitor      135 w/pç

Impressora      (md)                      215 w/pç

Pessoa                                              75 w/p

Alimento  quente                           11w/prato

Taxas  de carga latentes

Pessoa                                              55 w/p

Alimento  quente                             4 w/prato

Considerando uma estação de trabalho a cada 7 m² e uma impressora a cada 5 estações de trabalho.

Carga interna latente                      55 w/pessoa

Carga interna sensível (constante)  56 a 60 w/m²

Carga de insolação (variável) através de vidros e paredes

Depende do ganho solar pelo vidro e tipo de parede :

Em edifícios convencionais a soma pode variar de 20 a 40 w/m² de piso

Estimativa de calor sensível interno para escritórios modernos com baixa carga de iluminação e vidros com baixo ganho solar :   70 a 90 w/m² (de carpete).

Para calor latente interno = número de pessoas x 55 w

Considerou-se somente as cargas internas pois são as que servem para determinar os componentes de distribuição de ar (dutos, bocas, unidades de tratamento de ar).

Para a  obtenção da carga total (determinação da Central de Produção de Frio)  deverá  ser acrescida a carga  de ar externo .

EXTENSÃO 4 – Transmissão de calor por condução: contato físico entre corpos.  ⇑ topo

Em qualquer corpo cada átomo é capaz de vibrar em torno de sua posição.

A energia térmica é dada pela intensidade de vibração destas moléculas e quanto maior a vibração mais energia (mais quente )  o corpo tem.

Quando dois corpos com energias diferentes entram em contato físico há a transferência de calor do mais quente para o mais frio.

A equação que expressa esse fenômeno é:

calor = U x A x Δtm

U  –   coeficiente global de transmissão de calor – depende do material, espessura, cor, coeficiente de condutividade térmica  e movimentação do ar circundante.  É expresso por w/m²K

A – área de contato em m²

Δ t m  diferença de temperatura  em °C  (Δ°C=ΔK)

EXTENSÃO 5 – Transmissão de calor por convecção: movimentação de fluidos  ⇑ topo

Este é o fenômeno predominante nos sistemas convencionais de ar condicionado

O ar quente e úmido de um ambiente circula através de um trocador de calor onde ele perde a umidade e esfria, retornando para a sala.

Para o cálculo da vazão de ar deve-se considerar duas equações :

 
Equação “a” Para remover calor sensível
calor calor em watt =   m x Cp x Δt
m   vazão mássica kg/s
Cp calor específico do ar   1000 j/kg °C
Δt   °C
Equação “b” Para remover calor latente do ambiente
calor em watt =   m x Cl x Δ w
m vazão mássica   kg/s
Cl  calor latente de vaporização   2500 j/kg w
Δw diferença de umidade absoluta   grama de água/ kg de ar seco
Quando se deseja remover o calor sensível a equação “a” é usada
Quando se deseja remover a umidade a equação  “b”  é usada

EXTENSÃO 6 – Condensação do vapor de água contido na molécula do ar  ⇑ topo

Como ocorre a condensação do vapor de água da molécula de ar?

Processo de secagem do ar é a condensação do vapor de água da  molécula de ar atmosférico.

Uma molécula de ar, que contém uma certa quantidade de água em forma de vapor, ocupa um determinado volume.

A quantidade de água dessa molécula ocupa uma parte desse volume.

Essa quantidade de água é a umidade absoluta.

O percentual do volume ocupado pelo vapor de água é a umidade relativa.

(Na verdade a umidade relativa é a relação entre a pressão de vapor da molécula com a pressão de vapor da mesma molécula no estado de saturação).

Ao se resfriar uma molécula de ar ela vai “encolhendo”, a umidade absoluta permanece a mesma  porém o espaço ocupado pela mesma quantidade de água é maior, então a  umidade relativa aumenta.

Por exemplo, se uma molécula contém 2 gramas de vapor de água (umidade absoluta) e essas duas gramas ocuparem 40 % do volume total, essa molécula tem 40 % de umidade relativa ou melhor, falta 60% para atingir a condição saturada.

Resfriando-se essa molécula as duas gramas vão ocupando cada vez mais volume até preenchê-lo completamente (100% ou estado saturado).

Ao se rebaixar mais ainda a temperatura a molécula vai para uma outra condição de pressão de vapor e a água não tendo mais volume para ocupar “escapa ” dessa molécula, ou seja, condensa.

É essa água que estava contida no ar da sala, produto da evaporação das pessoas ou de outras fontes latentes.

Quando essa molécula encosta no trocador de calor da unidade de tratamento de ar, cuja água gelada está circulando a 5°C ou 6°C (ou está circulando gás refrigerante a baixa temperatura), há a condensação do vapor de água, que por sua vez, cai na bandeja de recolhimento do equipamento, ou fica no “pinga-pinga” do aparelho de janela.

Ou seja, o processo de secagem do ar ocorre concomitantemente com o resfriamento.

O ar, frio e seco, volta ao ambiente, se aquece e se umidifica novamente roubando energia sensível e latente do ambiente.

EXTENSÃO 7 – Transmissão de calor por Radiação  ⇑ topo

Calor =  σ  x ε x A x (T⁴q-T⁴f )  x   fs
σ       constante de Stefan Boltzmann = 5,669 w/m² k⁴
ε        capacidade de emitir energia radiante = fe
corpo negro = 1    outros   0< ε < 1
A        área em m²
T  temperatura absoluta em °K
f fator de emissividade
fs   fator de superfície ou de forma

Para superfícies quentes (1)  pequenas em comparação a frias (2)  envolvidas por esta última, como um corpo que irradia calor para o ambiente tem-se S1=fs=1   e  fe = ε, considerando-se t quente = 35°C e t fria = 16°C, com ε = 0,85 tem-se uma transmissão de calor por radiação de 97 w/m².

EXTENSÃO 8 – Eficiência e custo de implantação de um Projeto de Radiação  ⇑ topo

Como dissemos anteriormente um bom projeto com um custo de implantação altamente palatável  é obtido com:

– a melhor eficiência dos componentes radiantes

– a obtenção da menor vazão de ar possível (dentro das normas recomendadas para o tipo de uso do ambiente)

– o maior grupamento das unidades de tratamento de ar.

– menor implantação de cargas elétricas

– otimização dos espaços ocupados.

Eficiência dos elementos radiantes

É fornecido pelo índice resultado da  equação

tsala   –   te + ts  =  T
                    2

onde te é a temperatura de entrada da água gelada e ts é a temperatura de saída da água

Índices abaixo de 8 indicam baixa eficiência e acima de 8 ou 9  boa e ótima eficiência refletindo menores  custos de implantação.

Considerar que quanto mais baixas as temperaturas da água do dispositivo radiante maior será sua eficiência.

Recomenda-se que a área do teto com radiação NUNCA  deva ser menor do que 50% da área total do  forro.

A radiação deve ser responsável pela remoção de 65 a 80% do calor sensível.

Na Europa, onde foi desenvolvida a aplicação deste sistema na década de 1980, trabalham com ajuste de temperatura das salas em 26 ou 27° (por economia de energia e talvez por questões de biotipo,  eles vem do “frio” e querem o “quente”).

O índice calculado, com temperaturas de 15 e 17°C de água resulta em 10, indicando um bom rendimento .

Com essas temperaturas de ambiente e de água há de se considerar também o risco baixo de condensação e a otimização do uso do “free-cooling” durante boa parte do ano.

Aqui no Brasil, se aplicarmos ajuste da sala em 24° com as mesmas temperaturas de água teremos índice 8 o que praticamente inviabiliza a implantação pelo alto custo provocado pela grande quantidade de dispositivos radiantes .

Este fato nos obrigou a tropicalizar a solução no ano de 1999 para viabilizar o primeiro projeto (Torre Pedroso-Instituto Tomie Ohtake), mesmo em detrimento de um pequeno aumento da energia despendida.

Com água a 14 e 16°, sala a 24° obtêm-se um índice de 9 o que indica uma ótima eficiência.

A menor vazão de ar é obtida através da equação b) da Extensão  5. Esta vazão de ar é bem inferior à vazão obtida pela equação “a” pois o calor latente de um ambiente comum é bem inferior que o calor sensível.

Danceterias, boates, cinemas, podem constituir exceções.

Nos “cases” demonstrados adiante, faremos um breve resumo do projeto com os  benefícios.

EXTENSÃO 9 – Temperatura de Orvalho  ⇑ topo

To =  (H/100) ⅛ [ 112 +(0,9 t) ] + 0,1 t – 112

T e  t em °C e H umidade relativa

Uma sala no nível do mar, mantida a 24°C com 50% de U.R. apresenta Temperatura de Orvalho de 13°C.
A temperatura de orvalho varia também em função da altitude do local.
Pode-se notar, porém, pela equação acima que, para uma dada altitude a T.O. depende da temperatura seca e da umidade.

EXTENSÃO 10 – Benefícios principais de um sistema Radiante  ⇑ topo

Consideremos um edifício de escritórios com 20 pavimentos e 1000 m² por pavimento.

Uma estação de trabalho a cada 7 m² e uma impressora a cada 5 estações de trabalho.

Adotaremos 80 w/m² de calor sensível interno e 55 w/pessoa de calor latente  conforme Extensão 3.

Para o sistema radiante o ideal será a remoção de 75 % da carga sensível por radiação.

ENERGIA ELÉTRICA
ITENS Sistema Convencional
(Chiller, F&C, VAV)
Sistema Radiante
(Chiller, F&C menores, Painéis Radiantes)
Calor sensível
1 600 000 watt
1.600.000 watt Água retira 75 % por radiação =
1.200.000 watt
Ar  retira 25 % por convecção =
400.000 watt
Δ t   °C 24-11 = 13 °C 15 – 13  = 2° C 24 – 11 = 13°C
Vazão m³/s 110 m³/s 143,4 m³/s 27,6 m³/s
Δ p    Pa 600 150.000 700 (com duto ret.)
Potencia consumida
Kw= m³/s x Pa
            Ƞ
88 Kw 28,7 Kw 25,8 Kw
TOTAL Kw 88 Kw 54,5 Kw

Benefícios:   38 % de redução de potência elétrica  além de inserção de retorno do ar por dutos, que permitem limpeza.

OTIMIZAÇÃO DE ESPAÇOS OCUPADOS

Vamos selecionar o duto principal de cada pavimento com velocidade de 8 m/s tanto para o sistema convencional quanto para o radiante.

Sistema convencional → 110 m³/s/ 20 pav = 5,5 /8 m/s = 0,687 m² o que reflete um duto de 1000 x 700, ocupando, isolado termicamente, um vão de entre forro de  800 mm.

Sistema de radiação → 27,6 m³/s /20 = 1,38/ 8 m/s = 0,172 m² o que reflete um duto de 900 x200, ocupando, isolado, um vão de entre forro de 300 mm.

 

COTAS PARCIAIS (em mm)
ITENS CONVENCIONAL RADIAÇÃO
Laje 300 300
Piso falso 200 200
Pé direito 2700 2700
Vão do forro 800 300
Total 20 pav. 80 000 70 000

Como se nota o sistema com radiação permite, na mesma cota em altura, 22 pavimentos com pé direito mais nobre de 2800 mm contribuindo para a diminuição da vacância.

Deverá ser consultada a legislação sobre área construída  versus área do terreno.


 

CUSTOS DE IMPLANTAÇÃO

SISTEMAS RADIANTES X SISTEMAS CONVENCIONAIS

Para o mesmo sistema radiante pode haver variação de custo dependendo do objetivo desejado.

Para obter-se a menor cota do vão do entre forro será necessária a mínima vazão de ar possível e isto pode refletir na quantidade das placas ativas que podem ocupar até 80 % da área do forro.

O contrário, também verdadeiro, significa um menor custo para o mesmo sistema, pois maior com maior vazão de ar pode-se necessitar de menor quantidade de placas radiantes (até um limite mínimo de 50% da área).

Outro fator importante a se considerar é a possibilidade de grupamento dos equipamentos mecânicos .
Nos cases Torre Pedroso, Torre Faria Lima, Ed. Sede da Petrobras, onde houve drástica redução de fan&coils (automação, hidráulica, quadros elétricos)  os custos obtidos foram iguais aos dos projetos convencionais.

De qualquer forma, três itens devem SEMPRE  ser levados em conta:

Sistemas Mecânico, Hidráulico e Elétrico

Sistemas de Automação

Material do forro.

Sobre este último item (material do forro) deve-se considerar que, numa escala evolutiva de custos tem-se:

  1. GESSO
  2. FIBRO MINERAL DE BAIXA ABSORÇÃO ACÚSTICA
  3. METÁLICO DE AÇO PINTADO
  4. FIBRO MINERAL DE ALTA ABSORÇÃO ACÚSTICA
  5. METÁLICO DE ALUMÍNIO

EXTENSÃO 11 – Equação do número de Reynolds  ⇑ topo

Ɍ = v x Φi / √

v –  velocidade em m/s

Φi – diâmetro interno em metros

√ – viscosidade cinemática da água a 10 °C =

1,3  m²/s
_______
10⁶

Com velocidades baixas a água desloca-se em “lâminas ” onde só atuam forças de viscosidade provocando troca de calor (por condução)  de maneira inexpressiva, predominando o regime laminar.

Com  o aumento da velocidade da água  obtém-se maior troca de calor por condução entre água, cobre, perfil de alumínio e placa de forro. É formada  assim a superfície radiante nas placas ou nas aletas das vigas radiantes.

Número de Reynolds acima de 2000 indica regime transitório e turbulento, onde há troca de calor eficiente para formar o fenômeno da Radiação.

Capítulo V Planilha comparativa entre os diversos sistemas e links importantes.  ⇑ topo

 Planilha comparativa entre os diversos sistemas de grande porte
 maiores que 10 pavimentos, lajes de 600 m²
Gerenciamento Item VRF INS PISO VAV TETO RAD
CONFORTO/SAÚDE temp seca(°C)  = 24±1 100% com ar 100% com ar 100%  com ar 100% com radiação
umidade (%UR) = 50 ±10 40 a 70 % 50 a 70% mantem 40 a 60% mantem 45 a 50%
filtragem  do ar sofrível/max MERV 2 sofrível (1) atende max merv 20 atende max merv 20
ruido baixo alto na baixa rotação baixo imperceptível
canal excl. de ar (ABNT) atende não atende difícil  atendimento atende facilmente
detecção, alarme e exaustão- eventual vazam.  de gás nocivo impossível, pois tubos percorrem todos os amb. condicionados possível, tubos confinados só na Casa de Máq. possível, tubos confinados só na C.M. possível, tubos confinados só na C.M..
ar da face limpa p/suja atende ANVISA. não atende norma atende ANVISA atende ANVISA
ENERGIA ELÉTRICA carga elétrica alta alta media baixa
uso do” frio” (ef volante) só casos especificos existe existe existe
Kw/TR(ASHRAE 2005 0,63) água 1,16 / ar 1,26 1,31 0,9 a 1 0,8/0,66 (2)
MUDANÇAS DE
LAY OUT
novas salas difícil,severas limitações muito fácil, com reaproveitamento total de componentes trabalhosa, eventuais descartes de equipamentos fácil, com reaproveitamento total de componentes
mobiliário sem restrições não permite móveis com fundo faceando o piso sem restrições sem restrições
OPERAÇÃO DA  AUTOMAÇÃO comunicação avaliar protocolo protocolo aberto protocolo aberto protocolo aberto
pelo usuário fácil, controle remoto só com tecnico treinado só com tecnico treinado só com tec. treinado
MANUTENÇÃO equip. girantes suscetiveis a danos um a cada 15 m² um a cada 5 m² um a cada 300 m² um a cada 200  m²
prot. esp. para eq. padrão necessita  não necessita não necessita não necessita
área afetada por quebra na prod de frio pequena: só ar. servida op. defic. em todas as areas. op. defic. em todas as areas. op. defic. em todas as áreas
dist de frio pequena: só ar. servida só o pavimento só o pavto só o pavimento
em outras utilidades não há interface compromete o pavto não há interface não há interface
INVESTIMENTO custo peças de reposição alto, grande qtdd motores e compressores alto, grande qtdd de vent e motores baixo, poucos componentes e motores de grande porte baixo, poucos componentes e motores de grande porte
vida útil do sistema 15 anos 25 anos 25 anos 25 anos
custo implantação 30% superior ao base 20% superior ao base base de  referencia 0 a10% sup. ao base
APLICAÇÃO E LIMITAÇÕES VRF – cond. a ar bom para edificios até 8 andares//bom para salas com lay out sem futuras alterações.
VRF – cond. a água bom para  qualquer edificio//bom para salas com lay out sem futuras alterações (lay out imutável) //exige proteções especiais para o eq de produção de frio (condensadores) : suporta pequena pressão da coluna d’água – para maiores pressões  deve-se usar Trocador de calor de placa e novas bombas; deve-se eliminar possibilidade de sujeira no trocador tornando proibitivo o uso de Torre de Arrefecimento.
insuflamento  pelo piso não há limitações
teto radiante desaconselhado para prédios muito pequenos, residencias, boates, cinemas, danceterias
LEGENDA DAS CORES  ATENÇÃO
MAIOR BENEFÍCIO
Notas
(1)  ar trafega por região poluida após qualquer tipo de filtragem.
(2)  obtem-se com o uso do DOAS e rodas entalpicas e dissecantes processos com 100% ar ext. com 0,66 Kw/TR

Capítulo VI – Cases no Brasil com indicação da participação do autor deste trabalho  em cada caso.  ⇑ topo


 

LINKS  ⇑ topo

Links ASHRAE/GREEN BUILDING  sobre Radiação, sobre sistemas TODO-AR  e ano de iníco da disseminação do Conceito nos EEU.U.

http://doas-radiant.psu.edu/panels.html

Sistema de ar condicionado por “ Displacement flow is strongly discouraged.”
Sistema de Painéis Radiantes – o melhor sistema.

http://doas-radiant.psu.edu/leed.html

Painéis Radiantes e seu grande potencial para pontuação – Green Building.

http://doas.psu.edu/doas.html

Sistemas de ar condicionado TODO-AR  (VAV, Expansão Direta, Insuflamento pelo Piso e outros podem apresentar dificuldades para a correta injeção de AR NOVO (ar externo, não viciado) e separação de cargas térmicas secas das cargas úmidas onde poderá haver problemas de proliferação de microorganismos e recontaminação de funcionários .

http://doas-radiant.psu.edu/

Enfatiza problemas nos sistemas TODO – AR.
Indica que o sistema mais favorável para solucionar problemas é o de PAINÉIS RADIANTES.
Cita também que estes começaram a se expandir nos EU  no final de 2007.  ⇑ topo

Autor: Eng° Alexandre Alberico
FEI – 1975
CEBETEC – Sistemas Planejados-1989

Radiação – Condicionamento de Ambientes por Tetos, Paredes, Pisos ou Vigas Radiantes

Este trabalho é constituído por VI partes.

Algumas mais abrangentes e mais conceituais (Parte I, Parte VI e as Extensões 1 e 10) e outras mais técnicas, versadas para profissionais que procuram maior profundidade nas matérias.

Os Cases, na PARTE V, relacionam 19 instalações implantadas em 16 anos, diversas operando a 10 anos ou mais, sem registros de deficiências, desconfortos ou inoperância do sistema radiante.

As duas exceções, devem-se a sistema instalado de maneira incompleta – porém não incorreta – e a outra deveu-se a litígio entre as partes, que impediu até mesmo o start up, não devendo se caracterizar portanto, como deficiência do sistema de radiação.

PARTE I Definições, fenômenos de transmissão de calor, fluidodinâmica, energia calorífica, controle das variáveis, Condicionamento Convencional, Condicionamento por Radiação, seus  benefícios e como  otimizar os custos de implantação.

PARTE II

Fenômenos e controle das variáveis e produtos que devem ser conhecidos para sedimentar os conceitos de modo a se obter um bom  projeto .

PARTE III

Subsistemas, produtos e serviços que fazem parte integrante e complementam a concepção dos projetos com sistemas radiantes.

PARTE IV

Extensões com aprofundamento técnico sobre diversos itens abordados.

PARTE V

Cases no Brasil com indicação da participação do autor deste trabalho em cada caso.

PARTE VI

Planilha comparativa entre os diversos sistemas e links importantes.

PARTE I-

DEFINIÇÕES E FENÔMENOS PRÓPRIOS  DO      CONDICIONAMENTO DE AMBIENTES  CONVENCIONAL E COM RADIAÇÃO

Para entendermos o Ar Condicionado por Radiação será necessário fazermos uma retrospectiva sobre o condicionamento ambiental na sua forma convencional .

Para um bom entendimento de sistemas radiantes  necessariamente   devemos  firmar  conceito em Sistemas Convencionais. Seria o equivalente a um cirurgião dentista que, em determinados países necessita especialização em medicina ou mesmo um médico homeopata ser versado em medicina alopata para a boa prática de sua escolha.

No transcorrer desta apresentação se notará o porquê!

Esta retrospectiva deverá ter início nas definições do  significado de ” Ar Condicionado ” e suas formas de aplicação.

O QUE É AR CONDICIONADO?

É simples!

É condicionar as moléculas de AR que preenchem um  ambiente a determinados e pré-estabelecidos requisitos de

PUREZA

MOVIMENTAÇÃO DO AR

TEMPERATURA

UMIDADE

De maneira simplista (os puristas que nos perdoem!) definiremos :

PUREZA – manter o ar ambiente (Indoor Air Quality) com níveis aceitáveis de contaminantes e odores. O controle é obtido através de filtrações adequadas (ABNT-NBR 16401) e introdução de parcelas de ar externo que tenham níveis baixos de contaminantes (principalmente CO2).

MOVIMENTAÇÃO DO AR – manter a movimentação do ar através de dutos e equipamentos corretamente aplicados de modo a não haver correntezas e ruídos indesejáveis.

TEMPERATURA – manter o ambiente a uma temperatura ligeiramente abaixo da temperatura do corpo humano de modo a proporcionar conforto para a maioria dos habitantes.

UMIDADE- manter o ambiente a um grau de umidade confortável para os trabalhos físicos e que propicie ótima performance mental.

Neste trabalho vamos nos ater somente ao controle da TEMPERATURA E UMIDADE.

Para tal devemos destacar algumas definições:

AR ATMOSFÉRICO – Molécula constituída  por  Nitrogênio, Hidrogênio, Oxigênio, Gás Carbônico,  gases nobres,  Vapor de Água  e impurezas.

TEMPERATURA SECA – Nível de calor emanado pelas fontes

SOL         EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS         ILUMINAÇÃO         SERES ANIMADOS         ALIMENTOS QUENTES         e outros

UMIDADE – Nível de vapor de água emanado pelas fontes

ALIMENTOS QUENTES         ÁGUA QUENTE, BANHO MARIA         SERES ANIMADOS         e outros

FONTES QUE LIBERAM ENERGIA CALORÍFICA: calor sensível e calor latente.

As fontes de energia calorífica mais conhecidas são:

Sol Iluminação Computadores Equipamentos elétricos Seres vivos Alimentos quentes e outros

Portanto:

Energia calorífica sensível – aumenta a temperatura seca.

Energia calorífica latente – aumenta a umidade do ambiente.

Notar que uma pessoa em atividade normal de trabalho em escritório libera 0,022 gramas por  segundo de vapor de água, o mesmo que perder um litro de água  a cada 12 horas de modo a ajudar a  manter equilibrada sua equação metabólica.

Vide Extensão 1.

Estas fontes, que provocam aumento de Temperatura e Umidade, contribuem para o acréscimo de energia das moléculas do ar atmosférico do ambiente. Vide Extensão 2. Entalpia do Ar.

As fontes de geração de energia calorífica são contínuas, portanto a forma de remoção também deve ser contínua.

Unidades de energia e ensaio sobre Carga Térmica Interna no ambiente podem ser vistas na Extensão 3.

Quanto maior o nível de energia de um ambiente, mais “quente e úmido” ele fica, contribuindo para o desconforto.

Para tornar o local confortável será necessário remover esta energia para fora do ambiente ou seja praticar um processo de transmissão de calor.

Em outras palavras Condicionar um Ambiente é transmitir energia calorífica  de dentro para fora ou de fora para dentro.

Sistemas de resfriamento transmitem o calor seco e úmido de dentro para fora do ambiente, (verão).

Sistemas de aquecimento transmitem o calor seco gerado fora do ambiente para dentro, (inverno).

Aqui no Brasil estabeleceu-se a temperatura de 24°C (variando 2° acima ou abaixo ) e 50% de umidade relativa variando 10% acima ou abaixo, como níveis aceitáveis de conforto.

Fenômenos básicos para Transmissão de Calor.

Há três fenômenos identificados pela Física para a Transmissão de Calor.

CONDUÇÃO

CONVECÇÃO

RADIAÇÃO

CONDUÇÃO

Ocorre através do contato físico entre corpos – Vide Extensão 4.

O corpo quente transfere calor para o corpo frio.

Este fenômeno não é, de uma maneira predominante, caracterizado para  condicionamento de ambientes.

CONVECÇÃO

Movimentação de fluidos – ar quente e úmido / ar frio e seco.

É o fenômeno predominante nos sistemas convencionais de condicionamento ambiental. Vide Extensão 5.

O ar quente e úmido de um ambiente é obrigado a trafegar (através de ventiladores)   por unidades de tratamento de ar que contém um trocador de calor.

No contato com o trocador de calor (dentro do qual circula água gelada ou fluido refrigerante) o ar perde temperatura seca e umidade.

A remoção do calor latente se dá pelo contato do ar úmido com o trocador de calor.

O ar perde umidade (condensação do vapor de água)  e perde também temperatura seca . Vide Extensão 6. O ar frio e seco volta ao ambiente e – “efeito esponja” – absorve novamente calor seco e vapor de água.

Vale ressaltar que fluxo de ar ocupa VOLUME (dutos e máquina de tratamento de ar :  quanto maior  a quantidade de calor a ser removido, maior é o fluxo de ar necessário  e maiores são os dutos e máquinas. )

Na maior parte dos ambientes o calor sensível é, via de regra, predominante e a vazão de ar é projetada para manter a temperatura seca nos níveis desejados .

A umidade é arrastada por consequência.

RADIAÇÃO – transmissão de calor através de ondas eletromagnéticas propagadas em linha reta.   Vide Extensão7.

Como exemplo temos a mão  humana perdendo calor para as paredes de um freezer. Vale ressaltar que ondas eletromagnéticas não ocupam VOLUME.

SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AMBIENTES POR RADIAÇÃO

Este é um sistema misto constituído por uma parcela mínima de ar e uma determinada quantidade de elementos radiantes.

Repetindo : é um mix que usa Radiação como fenômeno principal e Convecção como fenômeno complementar.

A eficiência do sistema e a estratégia para se obter um custo de implantação equilibrado com sistemas convencionais são mostradas na Extensão 8.

A primeira vantagem é que, como se utilizam dois fenômenos,   pode-se  controlar, de maneira precisa, cada variável:

Com a convecção, se controla a umidade no ponto desejado  sem grandes oscilações, mantendo o ambiente seco, adequado ao trabalho saudável  e próprio para ótima performance mental.

Com a radiação se controla a temperatura seca no ponto desejado.

Água gelada é circulada através de elementos radiantes que absorvem o calor seco por radiação.

Neste projeto o engenheiro deve determinar a temperatura de orvalho (temperatura na qual abaixo dela ocorre a condensação) vide Extensão 9 no qual ele quer que o ambiente deva ser mantido.   

A partir dessa determinação serão obtidos os rendimentos dos dispositivos radiantes e a vazão e temperatura do ar a ser insuflado, estes últimos obtidos através da equação b) da extensão 5 (remoção de calor latente).

Para garantir a inexistência da condensação diante de eventuais flutuações da temperatura de orvalho, um sistema de variação da temperatura da água nos elementos radiantes deve ser previsto. Vale destacar que a vazão de ar tem  a função básica de remover o vapor de água do ambiente                                                            E         os elementos radiantes tem como função a remoção  do calor sensível interno. A diferença do sistema convencional é que neste sistema se utilizam dutos com menores secções transversais e menores quantidades de unidades de tratamento de ar, ocupando menores áreas de Casas de Máquinas e volumes de entre forro.

É obtida uma redução na potência instalada dos equipamentos e na dimensão do entre forro de cada pavimento o que pode resultar em mais pavimentos na mesma cota total do Edifício.

Vide Extensão 10.

Na prática obtém-se um pavimento a mais em cada 10 (vide Instituto Tomie Ohtake, um dos “cases” citados ).

Além da baixa vazão de ar que é distribuída através de dutos com pequenas secções transversais, a água gelada, que torna os dispositivos RADIANTES, é distribuída através de malhas, anéis hidráulicos em circuitos fechados com tanques pressurizados, trocador de calor e pequenas bombas dedicadas a movimentação dessa água pelos dispositivos radiantes.

OTIMIZAÇÃO DO PROJETO

Um bom projeto com um custo de implantação altamente palatável é obtido com:

a melhor eficiência dos componentes radiantes.

– a obtenção da menor vazão de ar possível.

– menor potência elétrica instalada.

– otimização completa dos espaços disponíveis transformando os espaços excedentes em áreas locáveis .

o maior grupamento das unidades de tratamento de ar ou seja, total aplicação de engenharia e logística de ocupação principalmente na parte convencional.

 

Nos Cases Torre Pedroso, Torre Faria Lima, Edifício Sta. Catarina e Edifício Sede da Petrobrás, Ed. Icon destacamos isto.

PARTE II

FENÔMENOS, CONTROLE DE VARIÁVEIS E PRODUTOS QUE DEVEM SER CONHECIDOS PARA SE OBTER UM BOM PROJETO COM  SISTEMAS RADIANTES.

  1. a) Formação do fenômeno da Radiação

Placas de forro radiante são constituídas por tubos de cobre  industrialmente afixados em berços de alumínio que por sua vez são “colados” nas placas de forro (placas comuns de mercado, metálicas, de aço pintado ou opcionalmente de alumínio).

[(Nas vigas radiantes passivas (sem fluxo de ar ) ou ativas(com fluxo de ar)  os tubos de cobre são fixados diretamente nas aletas de alumínio  – vide descritivo no item f-2 adiante]  .

Por esses tubos circula-se água fria a uma temperatura baixa.

As placas são ligadas em série com mangueiras de engate rápido.

A quantidade de placas em série deve ser tal que a vazão resultante da soma das vazões unitárias provoque uma velocidade que incorra no regime de “transição” ou “turbulento”.

A troca de calor só é efetivada quando da obtenção do número de Reynolds acima de 2000 (adimensional), que representa o início do regime de  transição.

Este número depende da velocidade, do diâmetro do tubo e da viscosidade cinemática da água.

Vide Extensão 11.

Deve-se observar que há, disponíveis no mercado, elementos radiantes com Φi de 11 mm e 14 mm ou seja com Φ externos de 12 e 15 mm  respectivamente.

Os de 15 necessitam de maior vazão para atingir Ɍ> 2000 e inexistem mangueiras de engate rápido para diâmetros ímpares.

Roscas podem ser dificultadores, pois são inúmeras mangueiras conectando as placas.

Obtenção do fluxo correto para a troca de calor:

Com velocidades baixas, a água desloca-se em “lâminas ” onde só atuam forças de viscosidade provocando troca de calor (por condução) de maneira inexpressiva, predominando o regime laminar.

Aumentando a quantidade de placas na mesma série obriga-se a aumentar o fluxo de água e portanto a velocidade,  surgindo então forças inerciais no líquido  fluente.

Em fluidodinâmica este regime é chamado de “transição” ou “turbulento”.

Com isto obtém-se maior troca de calor por convecção e condução no tubo de cobre, perfil de alumínio e placa do forro . É formada  assim a superfície radiante na placa de forro. Estas placas são denominadas Placas Ativas, as demais são Placas Inativas.

A quantidade de Placas Ativas é função da quantidade de calor sensível a ser removido.

Fenômeno idêntico ocorre no tubo de cobre e nas aletas de alumínio das vigas radiantes.

Como conclusão entende-se que deve haver um número mínimo de placas ligadas em série.

O número máximo é limitado pela velocidade excessiva que pode gerar ruídos no entre forro.

As velocidades de trabalho são de fundamental importância nas malhas hidráulicas, pois podem provocar ineficiência,  ruídos, ou ainda apresentar longo tempo de demora até levar parcela de água com diferente temperatura até o  final da malha hidráulica  para corrigir e evitar possível condensação, quando  em contato com fontes imprevistas de calor latente.

  1. b) Temperatura de orvalho

É a temperatura do ar no estado saturado na qual abaixo dela (molécula submetida à menor pressão de vapor) se inicia  o fenômeno da condensação.

Em um ambiente mantido a 24°C com 50% de umidade relativa, a temperatura de orvalho é 13 °C .

Ao se retirar uma garrafa de cerveja do frigobar com o líquido a uma temperatura de 12°C, a garrafa apresentará condensação de vapor do lado externo.

Se, por algum dispositivo, você aquecer o líquido até 14°C (note que está mais frio do que os 24° da sala), a garrafa não apresentará condensação.

É, dentre várias fórmulas, dada pela expressão da

Extensão 9 .

  1. c) Transmissão de calor por Radiação Extensão 7.

São as ondas eletromagnéticas propagadas em linha reta que transportam calor obedecendo a relação de áreas quente e fria.

Sala com radiação (Teto Radiante) – Superfície pequena (estação de trabalho – corpo quente)  emitindo calor para grande superfície (superfície fria–  teto radiante, no mínimo 50% de área do forro)

Na prática, se tivermos estações de trabalho dispostas assimetricamente a eficiência de troca de calor aumenta em 3%.

  1. d) Conceito de temperatura efetiva

Considerar que um ambiente condicionado tem o formato cúbico.

Se ajustarmos temperatura para 26°C, com água fria circulando a 13°C teremos 5 paredes com 26° e o teto com 14°C . Obtém-se a média de 24°C que reflete a sensação térmica real.

  1. e) Tempo de formação de filme de água condensada nas temperaturas de projeto.

Vamos supor um ambiente condicionado por Teto Radiante  constituído  por, no mínimo, 50 % da área total do forro por placas radiantes.

A ocupação se dá com uma pessoa para cada 6 m².

Logo, a superfície radiante por pessoa é de 3 m² ou 30 000 cm².

Uma pessoa em atividade normal de escritórios libera 55 w de calor latente ou 84 gramas de água /hora ou 84 ml/h o que significa 1000 gramas a cada 12 horas.

Se houver falha no sistema de modo a interromper o insuflamento de ar seco e ainda não houver paralização imediata da circulação de água gelada tem-se 84/30000 = 0,002 ml de água filmando um cm² por hora o que é visualmente imperceptível.

Admitindo-se a temperatura da água = à temperatura de orvalho da sala o filme se torna perceptível com 0,1 ml, ou seja o equivalente a 33 pessoas por hora o que é improvável.

  1. f) Dispositivos radiantes disponíveis no mercado

f.1) Placas de forro radiantes Já anteriormente descritas.

(Cases: Torre Pedroso ; Torre Faria Lima inst. T. Ohtake; banco J Safra;  Ed Santa Catarina ; Petrobrás EDISE Rio ; Petrobras Vitória; sala de Desembargador Lâmina III TJRJ Rio; Instituto Dante Pazzanese S.P.; Instituto do Câncer SP; edifício Icon SP.; sala comercial Heating & Cooling SP ; sala de aula USP SP.)

f.2) Vigas radiantes

Passivas

(Cases Banco J Safra – Casablanca, Ed Santa Catarina, Petrobrás Vitória, área comercial da Heating & Cooling, Shopping Recife)

Trocadores de calor com tubo de cobre (por onde corre a água gelada)  que atravessa aletas de alumínio dispostas paralelamente com espaços de 4 a 5 mm entre sí.

O passeio do tubo percorre num caminho de vai-e-volta nas aletas paralelas  num percurso mínimo de 4 vezes (de ida-volta)  o comprimento da peça que pode chegar até 3 metros.

A altura da peça (altura da aleta ) pode variar de 20 a 45 cm.

O fenômeno da radiação se forma conforme descrito no item a)  deste .

O fluxo de ar (na verdade são dois fluxos ) assumem forma giratória em elipse, ascendendo, quente, por caminho externo paralelo à projeção da Viga .

Ao chegar no topo da viga, esse ar quente é atraído para a região fria das aletas e, resfriado, desce pelo centro do dispositivo.

A remoção do calor ambiente se dá, então, com os dois fenômenos: Radiação das aletas e Convecção natural do ar.

(Cases: Banco J. Safra, Edifício Sta. Catarina, Petrobrás Vitória, Shopping em Recife, sala comercial da H&C).

Limitações e Aplicações

Há exemplos de aplicação com dispositivos passivos colocados a 15 metros de altura apresentando eficácia normal.

Aplicações industriais que requeiram muito grande remoção de calor podem prever água gelada a temperaturas muito abaixo do ponto de orvalho. Nestes casos calhas coletoras de condensado são utilizadas.

Ativas

Além do dispositivo (tubo-aletas) descritos nas vigas passivas, estes elementos recebem um tubo de aço  que é alimentado por ar a temperatura controlada.

Este ar é injetado (através de jet-nozzles) com velocidade controlada por entre as aletas de modo a produzir um fenômeno de indução no ar quente da sala.

O fluxo deste ar é também elíptico, porém  com giro contrário ao descrito na viga passiva (neste, o da direita é horário e o da esquerda é anti-horário).

Estes equipamentos (muito semelhante às Unidades de Indução) também devem coexistir com sistema automáticos de controle de ponto de orvalho e obedecem também aos requisitos considerados no item a) para troca de calor.

Cases: Caberj Rio de Janeiro, Ed Rio Branco, 12, Rio, Laboratório da L’Oreal Ilha do Fundão- Rio de Janeiro.

Limitações

Deve -se avaliar a aplicação destes equipamentos em grandes alturas pois podem provocar a indução em massa de ar que contenha pouco calor pois está bem acima das fontes.

f.3) Tubos de material plástico transmissor de calor

Malha constituída por tubos capilares de polietileno que recebem água gelada.

Essas malhas provocam radiação em paredes, pisos ou tetos de gesso ou outro material adequado.

O sistema exige Automação e controle iguais aos das placas ou vigas radiantes.

Cuidados devem ser tomados pois o material é mais suscetível a danos, perfurações indevidas ou outros acidentes.

Cases: Museu Iberê Camargo RGS, sala comercial Heating & Cooling SP

  1. g) Aquecimento e resfriamento simultâneos no mesmo ambiente.

Solução aplicada em ambientes constituídos por grandes lajes onde há estações de trabalho próximas a janelas (submetidas no inverno a baixas temperaturas, por vezes abaixo de 0°C)   e estações de trabalho internas próximas a fontes quentes de calor.

Duas malhas hidráulicas podem ser instaladas:

Malha da janela recebe água quente, malha do centro recebe água gelada.

  1. h) Aquecimento

Fisicamente o comportamento é o mesmo do resfriamento sendo que, neste, não há controle da condensação.

A água que alimenta os dispositivos radiantes deve estar a temperatura ligeiramente inferior à do corpo humano (em torno de 32 °) pois não pode haver inversão do fluxo de calor corpo quente para corpo frio.

O fluxo é o mesmo devendo haver somente menor gradiente de temperatura perdida provocando sensação de aquecimento.

  1. i) Concepção da parte de Produção de frio (CAG)

Em instalações normais de radiação a alimentação de água para os elementos radiantes (aqui no Brasil ou onde houver necessidade de tropicalização)  pode ocorrer a temperaturas  da ordem de 11 a 14°C.

As unidades de tratamento de ar devem receber água a 5, 6 ou 7°C.

Destes dois fatos pode-se pressupor o trabalho com 2 unidades resfriadoras dedicadas pois com temperatura mais alta o resfriador gasta menos energia para produzir o mesmo TR.

Antes porém, da tomada de decisão, deve-se avaliar quanto a disponibilidades físicas, potências instaladas e o custo de implantação, os itens:

– Intercambiabilidade dos resfriadores em caso de parada para manutenção.

– Quantidade de tubulações, bombas e prumadas dedicadas.

– Tamanho físico (e custo ) dos trocadores de calor de placas.

  1. j) Sistema de combate a incêndio

Alguns países já estudaram soluções com a conjugação dos dois sistemas.

PARTE III-

SUB SISTEMAS,  PRODUTOS E SERVIÇOS QUE COMPLEMENTAM A  AMPLA CONCEPÇÃO DOS  PROJETOS DE  SISTEMAS  RADIANTES.

1) Automação da distribuição e controle de “frio”

  1. a) Sistema de controle sobre a flutuação da Temperatura de Orvalho

Deve-se considerar um sistema para cada malha hidráulica :

– Um sistema dedicado a cada condômino, por exemplo: pavimento com lado A e lado B, dois condôminos, portanto duas malhas, dois sistemas.

– Em caso de monousuário deve-se projetar malha hidráulica máxima de 800 m².

– Válvula de controle PID com alta acurácia e resposta rápida.     A sua  Autoridade deve ser bem definida e comprovada.

– Isolamento na linha de alimentação para que a água não sofra acréscimo de gradiente positivo de temperatura.

  1. b) Sistema de controle de temperatura por sala.

Em tese pode haver um sensor de temperatura e uma válvula de controle por sala, por menor área que ela apresente, desde que os dispositivos radiantes apresentem fluxo de água que incorra nos regimes transitórios ou turbulento. Vide Extensão 11.

O controle da modulação do Inversor de Frequência pode ser feito por degraus, ou seja, N válvulas cada qual associada à uma frequência.

Como a velocidade da água é baixa as variações de pressão na linha são difíceis de serem monitoradas e sentidas.

De qualquer forma a engenharia de automação deve ter uma total interação com a engenharia mecânica, de transmissão de calor e fluidodinâmica que estão gerindo o processo.

Preferencialmente os dois segmentos devem estar submetidos a um único comando técnico, pois divisões de responsabilidades ocorridas neste tipo de implantação, via de regra, provocam resultados insatisfatórios.

2) Fluxo de ar insuflado

  1. a) Modulação automática do fluxo

Sua modulação deve, em princípio, ser evitada (VAV), sob risco da perda da capacidade de desumidificação.

Quando da elaboração do projeto deve-se verificar que, para atendimento de pico de verão, o sistema água e ar deve estar operando de maneira “full” a plena carga.

Para o inverno em regiões como São Paulo e acima, somente o ar frio deverá dar  conta, podendo eventualmente  ser necessária   a entrada (parcial)  da água gelada nas placas.

  1. b) Ambientes com ocupação demográfica variável.

-Salas de reunião, cafeterias, salas de repouso hospitalar  e outras.

É comum escutar-se comentários de que o sistema não serve para salas de reunião ou outras com grande ocupação de pessoas.

Engano, pois é um  desconhecimento da correta aplicação !

Vide Case Instituto T. Ohtake.

O projeto deve prever vazão de ar para desumidificar situações de máxima ocupação.

Esta situação, porém, somente ocorre esporadicamente.

No “dia a dia” ocorre média e baixa ocupação.

Nestes casos, então, a radiação apresentará resultados mais eficientes.

Se o fluxo de ar for mantido constante (pois foi dimensionado para o máximo de pessoas) o excesso que se dará  nessas situações provocará um frio excessivo nos ocupantes.

Nestes ambientes devem, então, ser instalados Dispositivos de Controle de Latente Variável, que desviarão de maneira controlada e automaticamente (pelo comando de sensores de Ponto de Orvalho)  parte do fluxo de ar diretamente para o canal de retorno.

Caixas de volume de ar variável provocariam inserções de caixas de volume constante em ambientes contíguos, o que agravaria o custo do sistema.

-Salas de espera com situações Normais e Anormais (aeroportos)

Pode-se prever no projeto duas condições a serem mantidas no ambiente :

Tráfego Aéreo normal e Tráfego Aéreo interrompido.

3) Difusores

Os que provocam efeito Coanda devem ser utilizados com cuidado e se possível evitados, pois este efeito pode interferir no movimento de convecção natural dos elementos radiantes, diminuindo de 2 a 3% da sua eficiência.

Grelhas (vide case J. Safra- Casablanca) ou difusores especiais para operação com elementos radiantes podem ser usados.

Estes difusores especiais insuflam o ar a temperatura muito baixa (velocidades muito baixas, diluindo o ar gelado antes que atinjam o corpo humano). Podem ser instalados embutidos sobre as placas de forro desde que estas possuam uma perfuração com área livre de 50 %.

Podem constituir uma ótima solução arquitetônica (cases T. Ohtake, Ed. Santa Catarina, Petrobrás edifício sede do Rio), pois ficam invisíveis para quem está no ambiente deixando de ser mais um elemento que exija acomodação estética.

4) Placas Radiantes / Vigas Radiantes

São placas comuns de mercado cujos desenhos (dimensões, cor e sistemas de fixação entre si e na laje) ficam a critério de cada arquiteto.

Estas placas são industrialmente adequadas para receberem os dispositivos radiantes.

Para escritórios ou ambientes que, com sua ocupação, podem ter ruídos de conversas ou outros sons, sugere-se placas perfuradas com mantas absorvedoras de ruído sobre elas de tal sorte que não haja reverberação do som no ambiente.

Esta solução, acusticamente, se apresenta superior às soluções com forro comum de fibro-mineral.

Soluções acústicas para impedir transmissão de conversas de uma sala para outra contígua, podem ser obtidas em trabalho conjunto com técnicos especializados em acústica (case Petrobras Ed. sede Rio). As perfurações das placas devem apresentar áreas livres que não prejudiquem a rigidez da peça. Estas placas, com material  aço, devem ter  espessura mínima de  0,7 mm para que não apresentem vincos quando do processo de industrialização.

Em hospitais ou ambientes que necessitem um rígido processo de higienização as placas devem ser lisas, brancas e com arremates especiais nas suas junções. (cases: Dante Pazzanese, Instituto do Câncer).

Placas de gesso radiante podem ser usadas (vide case Banco J. Safra – Casablanca). Nesta solução os perfis de alumínio já com os tubos de cobre são fixados na laje do edifício e após nivelados corretamente (nível a laser) recebem placas de gesso especial que suportam  contrações pelo trabalho ” quente-frio”. Estas placas são fixadas nos perfis através de grampos especiais . De resto, o sistema opera de maneira idêntica ao  das placas metálicas . Este sistema apresenta eficiência da ordem de 60 % inferior às placas metálicas, o que  nos obrigou  a utilizar vigas frias passivas para complemento e manter o exíguo espaço cedido pelo Cliente  para o  entre forro,  de 25 cm.

Vigas radiantes podem ser usadas com eficiência em ambientes com alto fator de calor sensível como CPDs, salas de servidor, laboratórios, salas de microscópio eletrônico, conectores de aeroportos, estúdio de gravação onde os canhões de iluminação geram alto calor sensível e outros.

5) Mangueiras para conexão de placas em série.

As mangueiras devem ser de elastômeros providos de engate rápido com anel de dupla vedação recapeadas com malha de aço trançado para proteção mecânica ou de fagulhas e respingos de solda.

O comprimento deve ser conveniente para, quando da basculação das placas, permitir acesso ao vão do entre forro, sem que haja necessidade de desconexão das mangueiras cheias de água.

O elastômero deve obedecer a norma DIN 4227/28/29, Impermeabilidade ao oxigênio (Oxystop), não permitindo migração de bolhas de ar, principalmente quando do trabalho com água quente, quando suas células estão expandidas.

6) Malha hidráulica e sistema de controle do ponto de orvalho

Malha hidráulica é o anel hidráulico que alimenta os dispositivos radiantes. Deve ser equipada com sistema que permita flutuar a temperatura da água, na medida que flutue a temperatura de orvalho, para que não ocorra a condensação.

Desta forma o sistema completo, constituído por trocador de calor, tanque pressurizado, bomba de circulação de água deve ser colocado em pré-operação logo no horário que antecede a jornada de trabalho para se obter rapidamente o rebaixamento do ponto de orvalho até as condições de projeto.

Deve-se notar que a unidade de tratamento de ar é pequena e, sozinha, não dará conta de remover o latente remanescente.

O dispositivo radiante deverá “ajudar” removendo pequena parcela de sensível, sem que haja condensação. Desta forma sobra “mais força” para a UTA remover o calor latente remanescente.

Em determinadas regiões é comum se encontrar temperaturas de orvalho de 16 ou 17° C logo no início da manhã.

Operação DRY – UP

Em regiões muito úmidas pode-se prever unidades de tratamento de ar para operar em duas condições:

Pelo período antecedente ao início dos trabalhos diários a unidade insufla uma vazão superior à de projeto, mesmo provocando ruídos de velocidade excessiva de ar, com a menor temperatura que o sistema permitir.

Com o sistema de radiação operando para auxiliar removendo parcela de sensível, haverá um rápido rebaixamento do ponto de orvalho até as condições de projeto.

O sistema de automação, com Inversor de Frequência, colocará o conjunto na condição normal de projeto quando o objetivo da primeira operação for obtido. (Vide case subsolo do EDISE Petrobras Rio – instalação parada)

7) Proteção do sistema radiante quando instalado próximo a aberturas externas

Dispositivos radiantes quando instalados próximos à acessos do ambiente externo devem ser protegidos contra a condensação do vapor de água.

Duas situações podem ocorrer:

  1. a) Acessos com baixo fluxo de ar úmido

Janelas basculantes ou portas de dimensões normais (cases Ed. Sede Petrobrás Rio, área comercial da Heating & Cooling São Paulo), aeroportos, shoppings centers com acessos por portas automáticas  e outros .

O combate pode se dar com aplicação de cortinas de ar frio e seco, grelhas ou difusores com fluxo de insuflamento vertical.

  1. b) Acessos com alto e constante fluxo de ar úmido

Praças ou passeios cobertos que possam abrigar pequenas lojas, agências bancárias para caixas eletrônicos, revistarias, cafés etc., com grandes aberturas para o ambiente externo (pessoas ou veículos permitidos por cancelas automáticas) que antecedem ambientes fechados com instalações com teto radiante. (vide comentários no case Subsolos do Ed Sede da Petrobrás Rio)

Deve-se notar que ar seco é mais pesado que ar úmido, portanto este trafega pelo alto, ou seja rente a tetos e lajes e difusores de alta indução podem apresentar problemas de condensação.

Uma solução que apresenta resultados eficazes é a instalação na área da Praça, de forro com plenum metálico incorporado, cuja placa inferior é dotada com micro furos da ordem de 9 unidades  por cm²  (Ventilated  Chilled Radiant  Ceiling).

Esta solução, desenvolvida e usada na Suíça, foi proposta para aplicação no subsolo da Petrobrás Ed. Sede, praça que antecede ao acesso de veículos.

O ar injetado no plenum a baixa temperatura (portanto seco) cai em baixa velocidade formando um colchão de ar que absorve a umidade que vem de fora e protege as próprias placas de metal do forro.

Para ambos os casos deve-se lembrar que os dispositivos de radiação dos ambientes subsequentes estão protegidos por sistema automático de controle de ponto de orvalho, para se evitar a condensação de vapor de água.

8) Purgas na linha hidráulica

Com o sistema completamente instalado a purga completa de bolhas de ar deve ser corretamente efetuada, pois estas, além do ruído provocado, podem prejudicar a troca de calor.

Verificações e inspeções com Termo-visor (infra red) devem feitas para garantir a inexistência de bolhas.

9) Manutenção e operação

A manutenção do sistema hidráulico é extremamente simples e de baixo custo pois o sistema, para grandes instalações, deve ser concebido com circuito fechado, separado da linha de água gelada do sistema central por trocador de calor brazado que impede a introdução de impurezas.

Uma verificação com Termo visor para verificação de bolhas de ar e captação da água para análise de ph  é recomendável  para ser feita uma vez por ano.

A parte de distribuição de ar, se concebida com  experiente engenharia objetivando menor custo de instalação, apresentará menor custo de manutenção do que sistemas convencionais pois a quantidade de unidades de tratamento de ar se apresentará reduzida (vide cases: Instituto T Ohtake, torre Pedroso e Faria Lima, Ed. Sta. Catarina, Ed. Icon, Ed. Sede da Petrobras Rio.)

Operação

Assim como todo o sistema que apresenta tecnologia de ponta, a equipe deve ser treinada para opera-lo corretamente. Encontrou-se (felizmente em somente um dos Cases) soluções totalmente inadequadas ao se tentar resolver situações  de adequação a   novos layouts.